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241 – Pergunta (15/09/2014):  Olá Roger.  Estava procurando artigos e textos sobre Akhenaton e sua esposa, Nefertiti, e acabei “esbarrando” em seu site. Quando olhamos para o Egito, vemos grandes mulheres e a influência que elas exerciam no Estado. É triste ver como a mulher foi desvalorizada ao passar dos anos, e mesmo agora, com tantos movimentos que prezam pela sua valorização, nós podemos ver claramente uma mulher que quase nega o corpo que nasceu, o movimento feminista radical que temos nos dias de hoje praticamente prega a imagem de uma mulher como a de um  “homem estereotipado”. Não só o homem moderno perdeu a noção do que é uma mulher, como a própria mulher nega seu valor, esquecendo do Sagrado Feminino, negando a beleza de ser quem é. É claro que não são todas, tudo é bem relativo, mas parece que a mulher está esquecendo da felicidade de ser mãe, de estar em contato com seu corpo, seu íntimo... De onde vem tudo isso?

Roger: Que bom, minha amiga, fico feliz que tenha chegado até o Universalismo Crístico. Procure conhecer mais sobre o nosso trabalho. E leia o nosso livro “Akhenaton – A Revolução Espiritual do Antigo Egito”. Garanto que não encontrará livro mais completo e envolvente sobre Akhenaton, Nefertiti e os acontecimentos da décima oitava dinastia egípcia.

Realmente, o Egito foi berço de uma das civilizações mais igualitárias no que diz respeito ao sexo. No antigo Egito, a força masculina não era utilizada para subjugar as mulheres, como fazem as sociedades primitivas. Na terra de Kemi a sabedoria e a força criadora da mulher eram muito respeitadas. Tanto que no panteão egípcio várias deusas possuíam papel de destaque, entre elas, a poderosa Isis e a deusa da verdade: Maat. Infelizmente quem visita o Egito nos dias de hoje vê uma situação bem oposta. Os antigos egípcios desapareceram, assim como ocorreu com a nossa civilização indígena, e o país na atualidade é ocupado pelos árabes, que professam a religião islâmica. Sendo que os mais radicais, devido a sua interpretação ortodoxa do Corão, colocam em segundo plano o papel da mulher, desconsiderando o seu papel de protagonista da vida. No entanto, não há como negar que o Egito, entre os países islâmicos, é o mais moderno e avançado, principalmente depois que o governo militar depôs o presidente eleito, Mursi, do partido Irmandade Muçulmana, que pretendia retroceder nas liberdades individuais que o povo egípcio tinha conquistado a tanto custo. Este foi um golpe militar do Bem, pois evitou que o aspecto mais sinistro da religião Islâmica tomasse corpo novamente no Egito, levando o país a um período de ainda mais escuridão, assim como vimos entre os cristãos na idade média.

Mas como tu bem te referes, a posição da mulher nos dias de hoje foge daquele aspecto sagrado que tanto admiramos entre as antigas egípcias e as magníficas sacerdotisas celtas do passado. Eram mulheres de profunda personalidade, determinação e inteligência. Jamais promoviam a negação do corpo e da sua sagrada feminilidade, fato que veio a ocorrer nas sociedades futuras devido as imposições de religiões machistas, como o judaísmo, o islamismo e o próprio cristianismo. Se formos analisar bem, a natureza de Deus é muito mais feminina do que masculina. Basta perceber que ele é o Criador do Universo, e a mulher é a criadora da vida humana física. Logo, deveríamos chamar o Espírito Criador de “Deusa”, e não de Deus. Certamente a figura de Deus está mais perto da sensibilidade feminina do que do racionalismo masculino.

Poderíamos falar aqui sobre vários aspectos deste distanciamento da mulher de sua real e sagrada natureza e missão. Um aspecto que merece menção diz respeito a opção pelo parto cesariana, em vez do parto normal. O momento do nascimento de uma criança não deve ser agendado e o ser que está nascendo deve lutar pela vida em busca dos braços da mãe. Este é o processo natural e que estabelece no inconsciente da criança vários “links”, tanto de formação da personalidade como de aceitação e amor, que ficarão gravados em sua alma por toda a vida. A criança não deve ser obrigada a se retirar antecipadamente do ventre da mãe por mãos invasivas (médicos) e ser afastada para uma incubadora fria e silenciosa. (Claro que existem sensatas exceções clinicas para este procedimento). Entretanto, partos sem problema algum deveriam ser sempre realizados de forma normal e natural, assim como são realizados faz centenas de anos. Apenas com o acompanhamento dos médicos para caso haja algum imprevisto. Quem faz o filho nascer é a mãe. Ela é a criadora da vida! Os médicos são apenas auxiliares neste processo. Sem dúvida, muito precisa ser revisto neste campo. Inclusive muitas mulheres não desejam nem amamentar mais os seus filhos. Algo indiscutivelmente fundamental para a saúde da criança em diversos aspectos.

Roger Responde 104 – Crenças politeístas

104 – Pergunta (12/12/2011): Roger, já li alguns de seus livros, sendo que o último foi o “Universalismo Crístico”, pelo qual devo parabenizá-lo e agradecê-lo, pois tal leitura me encantou de todas as formas possíveis, além de ter me levado a diversas reflexões. Fico muito feliz que pessoas como você divulguem essa nova ideia de

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Roger Responde 036 – Perguntas diversas sobre Capela, Atlântida, Akhenaton e Hermes.

036- Pergunta (23/08/2010): Li recentemente “Atlântida – No Reino da Luz” e “Akhenaton – A revolução espiritual do antigo Egito”. Primeiramente gostaria de parabenizá-lo pelo magnífico trabalho que tens feito. As obras são fascinantes. Sou cientista e muitas vezes me identifico com o sentimento de frustração e raiva de Andrey e Radamés. Isto porque tento

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