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176 – Pergunta (29/04/2013): Como você explica “O Consolador Prometido”, sendo estudioso da doutrina Espírita e trazendo o Universalismo Crístico. Segundo os estudiosos da Doutrina Espírita é o Espiritismo. Como poderia entender isto na sua concepção?

Roger: Esta pergunta é bem interessante porque mostra como as religiões e seus adeptos percebem as revelações espirituais de uma forma absolutista, como se todo o cenário das instruções do Alto fossem designadas exclusivamente à sua própria religião e crença. O advento do Consolador Prometido por Jesus aos seus discípulos no período após a sua suposta ressurreição diz respeito a todas as comunicações espirituais que o mundo receberia do plano espiritual quando chegasse o período de “Fim dos Tempos”, que já vivemos desde o último quarto do século vinte.

Isto independe de alguma religião específica. No entanto, o espiritismo por ser uma religião com bastante foco no fenômeno mediúnico, desponta como uma das mais importantes manifestações do “Consolador Prometido” na Terra nesse importante momento evolutivo de nossa humanidade. Mas precisamos entender que este advento das comunicações espirituais não se resume somente aos seguidores do espiritismo. Por todo o mundo vemos as mais diversas formas de intercâmbio com o plano espiritual entre pessoas que desconhecem o espiritismo ou entre aquelas que professam outras religiões. Desde os estudos de terapias passadas de Brian Weiss, adeptos de estudos teosóficos, canalizadores da grande fraternidade branca, médiuns de umbanda e espiritismo, pastores, padres, bispos que recebem a “energia” do Espírito Santo, por intermédio dos espíritos de luz, até os iogues indianos e demais manifestações espirituais pelo oriente afora, ou seja, toda a forma de captação de sabedoria do Alto corresponde a manifestação do advento do “Consolador Prometido”. Eis um autêntico fenômeno que não pertence a nenhuma religião e independe delas. Logo, fica fácil perceber que a mediunidade é o Consolador Prometido, e não o espiritismo.

O espiritismo é uma religião que está restrita atualmente apenas ao Brasil. Ele não atende a nossa humanidade de forma global. Portanto, assim como o cristianismo não resume toda a sabedoria espiritual da humanidade, mas sim faz parte dela, o espiritismo também não resume todo o intercâmbio espiritual do planeta. Seria insensatez de nossa parte acreditar que somente ele é única e exclusivamente o “advento do Consolador Prometido” por Jesus. O plano espiritual trabalha sem rótulos. As religiões, suas crenças e denominações são coisas muito pequenas para os grandes mestres da espiritualidade. Eles trabalham apenas com o conceito cristalino de agir em nome do bem e do progresso, sem se preocupar com terminologias, dogmas, crenças e sectarismos religiosos criados pelo homem. Esta é a “religião dos espíritos”. Se olharmos além de nossas crenças, veremos que a ação do Alto percorre todos os povos do planeta, de forma peculiar a cada cultura e região. O que nos impede de ver isso é que geralmente nos centramos demais em nossas próprias crenças e formas de ver o mundo, esquecendo-se que somos seres distintos, com crenças distintas.

Aonde houver um médium, canalizador, ou religioso inspirado, ou até mesmo um ateu idealista, lá estarão os emissários do Cristo inspirando esses fieis trabalhadores para que a mensagem de Luz chegue até a nossa humanidade que se encontra perigosamente distanciada dos valores crísticos. O advento do Consolador Prometido, que tem a finalidade de reavivar a mensagem do Cristo na Terra, portanto, não é o espiritismo, mas, sem dúvida, o espiritismo está inserido de forma muito importante e significativa neste processo.

Amanhã estarei partindo para São Paulo e depois seguirei para o Peru com o grupo de 60 pessoas que realizará a nossa fantástica viagem a Machu Picchu. Local onde procuraremos despertar ainda mais a nossa consciência em busca da mensagem cristalina do Cristo e daqueles que trabalham em seu nome. Mesmo assim, a nossa equipe continuará a publicar nas próximas segundas-feiras as respostas que já deixarei prontas. A seção “Roger Responde”, iniciada em dezembro de 2009, nunca para!

Roger Responde 176 – O que é “O Consolador Prometido”?

176 – Pergunta (29/04/2013): Como você explica “O Consolador Prometido”, sendo estudioso da doutrina Espírita e trazendo o Universalismo Crístico. Segundo os estudiosos da Doutrina Espírita é o Espiritismo. Como poderia entender isto na sua concepção?

Roger: Esta pergunta é bem interessante porque mostra como as religiões e seus adeptos percebem as revelações espirituais de uma forma absolutista, como se todo o cenário das instruções do Alto fossem designadas exclusivamente à sua própria religião e crença. O advento do Consolador Prometido por Jesus aos seus discípulos no período após a sua suposta ressurreição diz respeito a todas as comunicações espirituais que o mundo receberia do plano espiritual quando chegasse o período de “Fim dos Tempos”, que já vivemos desde o último quarto do século vinte.

Isto independe de alguma religião específica. No entanto, o espiritismo por ser uma religião com bastante foco no fenômeno mediúnico, desponta como uma das mais importantes manifestações do “Consolador Prometido” na Terra nesse importante momento evolutivo de nossa humanidade. Mas precisamos entender que este advento das comunicações espirituais não se resume somente aos seguidores do espiritismo. Por todo o mundo vemos as mais diversas formas de intercâmbio com o plano espiritual entre pessoas que desconhecem o espiritismo ou entre aquelas que professam outras religiões. Desde os estudos de terapias passadas de Brian Weiss, adeptos de estudos teosóficos, canalizadores da grande fraternidade branca, médiuns de umbanda e espiritismo, pastores, padres, bispos que recebem a “energia” do Espírito Santo, por intermédio dos espíritos de luz, até os iogues indianos e demais manifestações espirituais pelo oriente afora, ou seja, toda a forma de captação de sabedoria do Alto corresponde a manifestação do advento do “Consolador Prometido”. Eis um autêntico fenômeno que não pertence a nenhuma religião e independe delas. Logo, fica fácil perceber que a mediunidade é o Consolador Prometido, e não o espiritismo.

O espiritismo é uma religião que está restrita atualmente apenas ao Brasil. Ele não atende a nossa humanidade de forma global. Portanto, assim como o cristianismo não resume toda a sabedoria espiritual da humanidade, mas sim faz parte dela, o espiritismo também não resume todo o intercâmbio espiritual do planeta. Seria insensatez de nossa parte acreditar que somente ele é única e exclusivamente o “advento do Consolador Prometido” por Jesus. O plano espiritual trabalha sem rótulos. As religiões, suas crenças e denominações são coisas muito pequenas para os grandes mestres da espiritualidade. Eles trabalham apenas com o conceito cristalino de agir em nome do bem e do progresso, sem se preocupar com terminologias, dogmas, crenças e sectarismos religiosos criados pelo homem. Esta é a “religião dos espíritos”. Se olharmos além de nossas crenças, veremos que a ação do Alto percorre todos os povos do planeta, de forma peculiar a cada cultura e região. O que nos impede de ver isso é que geralmente nos centramos demais em nossas próprias crenças e formas de ver o mundo, esquecendo-se que somos seres distintos, com crenças distintas.

Aonde houver um médium, canalizador, ou religioso inspirado, ou até mesmo um ateu idealista, lá estarão os emissários do Cristo inspirando esses fieis trabalhadores para que a mensagem de Luz chegue até a nossa humanidade que se encontra perigosamente distanciada dos valores crísticos. O advento do Consolador Prometido, que tem a finalidade de reavivar a mensagem do Cristo na Terra, portanto, não é o espiritismo, mas, sem dúvida, o espiritismo está inserido de forma muito importante e significativa neste processo.

Amanhã estarei partindo para São Paulo e depois seguirei para o Peru com o grupo de 60 pessoas que realizará a nossa fantástica viagem a Machu Picchu. Local onde procuraremos despertar ainda mais a nossa consciência em busca da mensagem cristalina do Cristo e daqueles que trabalham em seu nome. Mesmo assim, a nossa equipe continuará a publicar nas próximas segundas-feiras as respostas que já deixarei prontas. A seção “Roger Responde”, iniciada em dezembro de 2009, nunca para!

Roger Responde 140 – Por que a FEB não apoia os livros do Universalismo Crístico?

140 – Pergunta (20/08/2012): Olá Roger, os seus livros foram os melhores que já li. Somente não entendo por que não os encontro para comprar nas casas espíritas e, ao perguntar o motivo, me falam que foi decisão da Federação Espírita Brasileira (FEB). Sabe qual o motivo disso? Nunca li livros que me esclarecessem tanto quanto os seus. Grata

Terminei de ler o seu livro “A História de um Anjo” e como espírita Kardecista Cristã, foi senão o mais, um dos mais elucidadores que li a respeito da Espiritualidade. Obrigada.

Roger: Antes de responder a esta pergunta informo a todos que acompanham e admiram o nosso trabalho que o livro “Universalismo Crístico Avançado” foi lançado e encontra-se disponível para compra imediata, com preço promocional, através deste link: http://www.universalismocristico.com.br/#!livros/vstc5=universalismo-crístico-avançado

Obrigado, as duas leitoras, pelo apoio ao nosso trabalho. Querida amiga, esta pergunta deve ser feita para a FEB. E eu também gostaria de saber a resposta. Já que não sei qual o motivo pelo qual aceitam livros com evidentes erros históricos e científicos, mas rejeitam os nossos. Esta postura incompreensível da Federação Espírita Brasileira não é de hoje. Desde o século passado ela procura através de um critério pouco claro julgar quais livros são adequados ou não. Os livros ditados pelo espírito Ramatís trazem as mesmas informações que os demais apoiados pela FEB e, mesmo assim, o trabalho de Ramatís foi proscrito do meio espírita ortodoxo sem justificativa plausível, em nome do que chamam de “pureza doutrinária”, algo que, também, não possui uma definição clara, já que Kardec disse-nos que o Espiritismo deveria caminhar sempre lado a lado com a verdade e o progresso. Infelizmente, isso não tem mais acontecido. Algo que vai contra os princípios fundamentais do Espiritismo…

Os livros que escrevo são ainda mais abrangentes e poderia até ser aceita a justificativa de que não se trata de Espiritismo. Contudo, as bases de nosso trabalho estão fortemente vinculadas aos alicerces da doutrina espírita. (O livro citado no manifesto da segunda leitora acima, atesta isso). E se a Federação Espírita Brasileira ainda aceita a essência do Espiritismo como foi definido por Allan Kardec, compreendendo que se trata de uma doutrina que traz ao homem os ensinamentos dos espíritos superiores, acredito que o nosso trabalho está muito bem enquadrado nessa definição, como as leitoras que fizeram essas colocações, e milhares de outros, já constataram através da leitura de nossos livros. Os livros do espírito Rochester, por exemplo, foram elaborados por uma médium russa adepta da Teosofia (Vera Krijnowskaia) e são aceitos pela Federação Espírita Brasileira. Por que, então, os livros do Universalismo Crístico não são aceitos pela FEB como os da Teosofia?

Talvez a única diferença é que trazemos uma nova linguagem e informações mais atuais. Será este o motivo da rejeição? Novas verdades se revelam a cada dia, e precisamos estudá-las e analisá-las livremente para o bem do progresso espiritual da humanidade. Infelizmente, hoje em dia, os líderes espíritas transformaram o Espiritismo em uma religião como as demais: dogmática e sectária. Na atualidade, ver os nossos livros sendo aceitos por ela, seria o mesmo que ver os livros espíritas sendo vendidos em templos de igrejas evangélicas. Ou seja: algo impossível, devido a postura sectária e retrógrada das lideranças dessas crenças. Algo em total oposição a proposta libertadora do Universalismo Crístico. Temos que abrir os olhos e perceber que o tempo de submeter os fieis ao seu controle, já acabou.

Felizmente, existem centenas de casas espíritas pelo Brasil que pensam por si só e não seguem essas diretrizes insensatas. Os adeptos das religiões muitas vezes são mais coerentes que os seus líderes. Basta ver como os católicos são mais coerentes que a própria administração do Vaticano, que proíbe o uso de preservativos mesmo sendo esse um grave caso de saúde pública. No Espiritismo não é diferente. Ainda mais que os adeptos da doutrina espírita estão entre os religiosos mais esclarecidos, facilitando a liberdade de pensamento de seus adeptos. A maioria dos militantes espíritas não veste cabresto. Em muitos locais, os dirigentes das casas tem o bom senso de perceber a importância de divulgar uma mensagem espiritual integradora e com caráter evolutivo, como é o Universalismo Crístico. Eles percebem que integrar-se ao Universalismo Crístico é uma importante iniciativa para manter o Espiritismo cada vez mais vivo e atendendo aos anseios das novas gerações.

Como já falei em pergunta anterior: não somos os donos da verdade. Porém temos uma linguagem atual, voltada para uma compreensão espiritual mais moderna e para uma clara busca do despertar espiritual. Ao natural, os leitores do século vinte e um se identificarão mais com os nossos relatos. Cada dia mais cresce o público de adolescentes que leem os nossos livros e se identificam com eles. A faixa etária dos 12 aos 18 anos a cada dia torna-se maior. Isso mostra que uma Nova Era está surgindo e a mentalidade das novas gerações realmente será outra. Fechar as portas para a nova literatura espiritual é impedir o progresso do maravilhoso trabalho realizado por Allan Kardec e do trabalho que ele inspirou de forma magnífica.

Observo que, também, alguns importantes escritores inseridos diretamente dentro do meio espírita estão sofrendo esse mesmo preocupante preconceito. Sem que se saiba o motivo disto. Não há transparência. Isso precisa ser revisto com urgência. O que me tranquiliza é que somos apenas usufrutuários dos bens e títulos que Deus nos dá. Cada um exerce o seu papel na vida e depois retorna ao Mundo Maior, ficando nas mãos de Deus a avaliação de nossa contribuição no mundo. Então, novas almas descem ao plano físico, com a mente arejada, para trazer avanço e progresso. Em breve, novos líderes estarão exercendo todos esses cargos e vendo o mundo com outros olhos, permitindo finalmente que o progresso e a liberdade chegue ao homem. A função das religiões deve ser sempre unir e, não, separar do Todo, com a falsa ideia de que a sua visão é melhor do que a de seus demais irmãos.

Roger Responde 124 – Fertilização in vitro

124 – Pergunta (30/04/2012): Boa Noite Roger! Estou iniciando um tratamento de fertilização in vitro e não havia me questionado o que fazer com embriões que possivelmente não sejam implantados,existe a possibilidade de congelamento ou doação para pesquisas, a minha duvida vem de uma reportagem que assisti em que espíritas condenam a doação para pesquisa ou o simples descarte por dizerem que já existe um espírito ligado a cada embrião, congelado ou não, segundo a reportagem isso seria o mesmo que um aborto, gostaria muito de saber a sua opinião, e da equipe espiritual, a respeito. Desde já agradeço!

Roger: Oi querida, essa tua pergunta já foi respondida em nosso livro “A Nova Era – Orientações espirituais para o terceiro milênio”, no capítulo 5. Segue abaixo a pergunta e resposta de Hermes.

PERGUNTA: A igreja católica critica a clonagem porque esta técnica utiliza-se, também, de células-tronco geradas a partir de embriões humanos. Logo seria uma técnica abortiva, pois interrompe o processo natural de desenvolvimento embrionário de uma futura vida. O que dizes a respeito?

HERMES: O que determina se há vida com finalidade evolutiva espiritual é a ligação do espírito reencarnante ao embrião. E isto se dá no início de seu processo de sucessivas divisões das células-tronco para geração do futuro ser, após o estágio pré-embrionário conhecido como blastócito. Antes disto temos apenas o princípio de um organismo biológico autômato. A partir do momento em que o espírito adapta o seu corpo espiritual ao futuro feto, através de um processo chamado de “redução perispiritual”, que influenciará no molde do corpo físico que está por formar-se, então, teremos vida propriamente dita e a sua extinção seria uma situação de aborto do processo reencarnatório de um filho de Deus.

Mas, obviamente, um espírito reencarnante não será ligado a um embrião que será utilizado para técnicas de clonagem terapêutica. Assim como ocorre com os embriões que estão congelados em clínicas de reprodução assistida (inseminação artificial). Se assim fosse eles ficariam aprisionados por tempo indeterminado! O mundo espiritual adapta-se aos avanços da humanidade, pois este é o rumo a seguir. O homem apenas descobre o que Deus já criou desde o princípio do mundo. Logo, todas as descobertas científicas são esperadas e assistidas pelos espíritos coordenadores da evolução planetária da Terra, que adaptam as técnicas espirituais de acordo com o amadurecimento científico da humanidade encarnada no plano físico. Nesses casos, o espírito, a essência divina que dá vida à maquina física, só é ligado ao corpo físico que está sendo gerado quando este for inseminado para um desenvolvimento embrionário com fins procriativos.

Se formos atacar os avanços da medicina, em breve nos veremos como alguns religiosos que não permitem a transfusão de sangue por acharem que isto é contra as leis divinas, mas todos sabemos que é um grande absurdo e um inquestionável desrespeito à vida.

Roger Responde 123 – Roger discorda de algo que ensina o Espiritismo?

123 – Pergunta (23/04/2012): Roger, acredito firmemente no Universalismo Crístico e já li todos seus livros, sou espírita, acredito firmemente em todos os ensinamentos da Doutrina Espírita e tento professar o máximo possível aquilo que tenho aprendido com ela, não é fácil para nós seres ainda tão imperfeitos. Minha dúvida é a seguinte: Você discorda de alguma coisa que nos ensina o espiritismo?

Roger: Boa pergunta. Em minhas reflexões e segundo orientações de Hermes passei a crer que no estudo da sabedoria espiritual jamais devemos julgar os ensinamentos como certos ou errados, verdadeiros ou falsos. Acredito no conceito de verdades relativas. Por isso no livro “Universalismo Crístico – O futuro das religiões” afirmamos que a verdade é relativa, pois ela é um reflexo da percepção limitada, de cada época, de cada cultura e de cada povo. Com o avanço da consciência e compreensão espiritual dos alunos da “escola Terra”, a verdade vai se revelando de forma mais ampla, iluminando e libertando-nos de antigos preconceitos e crenças limitantes, mostrando-se de forma mais universal, tolerante e com maior clareza.

As normas religiosas e sociais do passado não estavam erradas. Eram apenas o entendimento limitado daquela época; a verdade daquele momento evolutivo de nosso mundo. Refletia a capacidade evolutiva de compreensão daquela humanidade, que era a mesma de hoje, mas que estava em sua infância espiritual. Nós estamos em constante evolução, portanto, o entendimento espiritual também deve sempre evoluir. Eis o motivo de existir do Universalismo Crístico: promover o avanço do entendimento espiritual em uma época de nossa evolução em que estamos propensos a dar rápidos saltos conscienciais.

Logo, não cabe a mim concordar nem discordar do que as religiões ensinam. Todas provém de Deus. Compete a cada um fazer essa análise, conforme o seu entendimento. Não vem ao caso eu julgar se elas estão certas ou erradas. Porém, é minha tarefa convidar todos a refletirem sobre esses ensinamentos e verificarem se aquela “verdade relativa” que creem ainda é necessária para a sua caminhada evolutiva. Ou seja, refletir se já não está na hora de analisar com mais profundidade as suas crenças e procurar ter visões mais universalistas e mais tolerantes com o pensamento do próximo, avaliando se o que acredita está de acordo com o bom senso e a lógica dos tempos atuais, sem, jamais, obviamente, afastar-se do amor, que é a única verdade absoluta que possuímos em mãos no atual estágio evolutivo de nosso mundo.

Roger Responde 120 – Salto evolutivo

120 – Pergunta (02/04/2012): Olá Roger, atualmente muitas pessoas falam em salto evolutivo. Pela corrente Espírita isso é impossível. No entanto sabemos que o momento que o planeta passa é único e que a luz está sendo irradiada em maior quantidade a cada ano. Será possível esse salto evolutivo que alguns autores falam? Sei que se estamos aqui, encarnados, neste momento tão especial para a humanidade, é porque escolhemos estar aqui. Será que existem realmente grandes oportunidades neste momento?

Roger: A corrente Espírita, de certa forma, tem razão. É impossível realizar saltos evolutivos a partir apenas da entrada da Terra na “Era da Luz”, ou outro fenômeno que venha a criar condições mais propícias para a evolução na Terra. Essas oportunidades evolutivas, como a irradiação do cinturão de fótons da estrela Alcyone, a desativação das quatro pirâmides atlantes no astral, a vibração espiritual favorável da Nova Era, etc. são variáveis que permitem melhores condições para evoluirmos, mas, de forma alguma, fará o serviço por nós.

Um motorista inábil não passará a dirigir melhor somente porque lhe deram uma Ferrari. Depende dele aperfeiçoar-se para melhor dirigir. Claro que, tendo um carro com condições mais adequadas, certamente isso facilitará o seu trabalho. Da mesma forma, as condições mais propícias para a evolução na Nova Era e o distanciamento da ação das sombras sobre nossas vidas nos permitirão termos melhores condições para evoluir, desde que realizemos a nossa parte, tornando-nos pessoas melhores e conscientes do objetivo da vida. O “salto evolutivo” pode até ocorrer, mas depende fundamentalmente de nós.

E eu não diria que o salto evolutivo é impossível. Diria que ele é muito raro. Paulo de Tarso deu um salto evolutivo fantástico quando encontrou Jesus na estrada para Damasco, abraçando ali, naquele mesmo instante, a missão crística em sua vida, abandonando a equivocada perseguição aos cristãos que realizava. A visão de Jesus foi o seu “trampolim” para o salto evolutivo. Na vida criada por Deus, nada é impossível. As nossas crenças limitantes é que nos fazem crer que algumas coisas não são possíveis de serem realizadas. É importante, também, pensarmos sobre isto.

Roger Responde 043 – O Universalismo Crístico sempre existiu. Estamos apenas codificando-o e divulgando-o.

043- Pergunta (11/10/2010): Antes de mais nada, gostaria de congratulá-lo pelas obras, que estão sendo um importante farol para a nova era na literatura espiritualista. Tanto em A História de Um Anjo quanto em Universalismo Crístico percebi que a narrativa se comporta de maneira dual: hora como uma verdadeira prévia de acontecimentos futuros (acontecimentos reais, com personagens reais); hora como uma exemplificação simbólica de como será o processo de implantação das novas ideias no planeta. A primeira noção pode parecer uma leitura literal, ‘ao pé da letra’ e restrita, mas creio que as próprias obras indicam esse sentido. Isto posto, como analisar a ‘prévia’ do ‘nascimento’ do Universalismo Crístico nas obras, se este é um conceito já amplamente debatido e divulgado nos dias atuais por vários outros ‘personagens’. Gostaria de uma elucidação desse ponto.

Roger: Obrigado pelo apoio ao nosso trabalho. Quando Allan Kardec codificou o Espiritismo, as comunicações com os espíritos já existiam desde a antiguidade e eram amplamente estudadas pelas sociedades iniciáticas, no entanto, ele esclareceu e criou uma metodologia de compreensão didática e popular sobre o assunto. Da mesma forma, estamos somente estabelecendo e divulgando uma metodologia clara para compreensão da ideia do Universalismo Crístico.

Tu citas em tua pergunta que o conceito do Universalismo Crístico já é amplamente debatido e divulgado. Antes de lançarmos o livro sobre esse tema em 2007, realizei pesquisas no Google com esse termo e somente duas ocorrências surgiram. A primeira era a referencia que fazíamos a esse termo em nosso livro “A Nova Era – Orientações espirituais para o terceiro milênio”, publicado em 2003, e a outra referia-se a uma mensagem de Ramatís dirigida ao grupo Bandeirantes da Luz de São Paulo. Logo, parece-me que esse tema não era amplamente debatido através dessa metodologia, mas sim era um sentimento natural daqueles que estão prontos para a visão universalista de entender os temas espirituais. Como já disse em outras oportunidades (vide pergunta nº 37), Universalismo Crístico e Espiritualismo Universalista são duas coisas diferentes. O primeiro é uma metodologia de compreensão espiritual, liberta de rituais, e o segundo trata-se de uma visão religiosa mais abrangente, porém ainda afeita aos tradicionais modelos religiosos. No nosso entender o Espiritualismo Universalista é uma adaptação das religiões já existentes, e não propriamente um conceito puro de Universalismo Crístico.

Talvez até em grupos de estudo e conversas restritas o tema já fosse discutido, mas não de forma de mais amplo alcance, como está ocorrendo agora com o surgimento de grupos regionais a partir do organismo nacional criado a partir do livro. Nessas últimas semanas tivemos três novas adesões iluminadas: o início da formação dos grupos da Bahia, Pernambuco e do Ceará, que se unem aos já existentes do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Goiás. São Paulo também já está dando seus primeiros passos. Em breve a consciência espiritual do terceiro milênio será sim amplamente divulgada e debatida em todo o cenário nacional, a partir do esforço conjunto de todos.

Se o Universalismo Crístico já existia, diríamos que sim, no fundo do coração daqueles que buscam uma compreensão espiritual superior, contudo estamos tornando-o visível e compreensível às massas. Os jovens que protagonizam a implantação do Universalismo Crístico no livro de mesmo nome, somos todos nós, espalhados por todo o Brasil, que estamos focados na concretização desse ideal na Terra.