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113 – Pergunta (13/02/2012): No livro “A Gênese”, de Allan Kardec temos o seguinte texto: “Nas curas que ele operava, agia como médium?Pode-se considerá-lo como um poderoso médium curador?Não; porque o médium é um intermediário, um instrumento de que se servem os Espíritos desencarnados. Ora, o Cristo não tinha necessidade de assistência, ele que assistia os outros; pois, por si mesmo, em virtude de seu poder pessoal, assim como podem fazê-lo os encarnados em certos casos e na medida de suas forças. Que espírito aliás, ousaria insuflar-lhe seus próprios pensamentos e encarregá-lo de transmiti-los? Se recebesse um influxo estranho, este não poderia ser senão de Deus; segundo a definição dada por um espírito, ele era médium de Deus.”
Vou respeitar o seu ponto vista, mas reflita se você está enganado ao afirmar que Jesus era médium de Cristo. Ele era, como respondeu sabiamente Simão Pedro, Cristo, o filho do Deus vivo.
Chegando Jesus à região de Cesaréia de Filipe, perguntou aos seus discípulos: “Quem os outros dizem que o Filho do homem é?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas”.“E vocês?”, perguntou ele. “Quem vocês dizem que eu sou?”Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Respondeu Jesus: “Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus. E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino dos céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus, e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus”. Mateus 16:13-19

Roger: Respeito também a tua opinião, porque nessas questões nós transitamos pelo campo das crenças. Não existe comprovação alguma a respeito. Portanto, trata-se da crença de cada um. Além disso, no fundo isso não é importante. O que importa é nos tornarmos pessoas melhores, ou seja, aprendermos e vivenciarmos a mensagem do amor trazida por Cristo-Jesus e, também, pelos demais grandes mestres.

No caso do livro “A Gênese” temos que considerar a limitação das informações que deveriam ser trazidas à compreensão popular da época, do espírito comunicante e, também, a extrema devoção a Jesus por parte dos médiuns comunicantes, que podem naturalmente distorcer a comunicação mediúnica. Já com relação aos Evangelhos, assim como todos os textos religiosos, foram distorcidos conforme a compreensão limitada de quem os escreveu e, em alguns casos, segundo os interesses dos poderosos da época. Não servem de base para comprovação nenhuma.

O Universalismo Crístico entende que a verdade está onde estão o bom senso e a lógica. Se Jesus fosse o Cristo, a sua mensagem, então, teria falhado, já que nem metade do mundo é Cristão. Agora se o Cristo é uma entidade espiritual planetária, Gaia, a alma do planeta, e utilizou-se de vários médiuns para trazer a mensagem do amor crístico a todo planeta, adequando-a a cada cultura, a cada povo, então, a sua missão foi plenamente vitoriosa, pois todas as nações do mundo receberam essa mensagem, possuindo roteiros divinos de evolução espiritual. Sob o enfoque de Jesus e demais avatares sendo médiuns do Cristo, percebemos que a mensagem do amor venceu na Terra. Como costumo afirmar: fatos e crenças são duas coisas diferentes e devemos analisar isso com critério e sem paixões.

Quanto as tuas citações na pergunta, reproduzo, então, a resposta do espírito Ramatís, no livro “O Sublime Peregrino”, no capítulo 5: “Jesus de Nazaré e o Cristo Planetário”, que apresenta uma interpretação diferente das mesmas passagens bíblicas.

RAMATÍS: — É muito significativo o diálogo que ocorre entre Jesus e Simão Pedro e os demais apóstolos, quando ele lhes indaga: "E vós, que dizeis que eu sou?" E Pedro responde-lhe: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo". Finalmente, depois de certa reflexão, Jesus então mandou seus discípulos que a ninguém dissessem que ele era Jesus Cristo (Lucas, IX — 20 e 21; Mateus, XVI — 15, 16 e 20). Nesse relato, Jesus admitiu representar outro ser, o Cristo, além de si, e que há muito tempo o inspirava e fora percebido intuitivamente por Simão Pedro. Falando mais tarde às turbas e aos apóstolos, o Mestre Jesus esclarece a sua condição excepcional de medianeiro do Cristo, não deixando qualquer dúvida ao se expressar do seguinte modo: "Mas vós não queirais ser chamado Mestre, porque um só é o vosso Mestre, e vós sois todos irmãos. Nem vos intituleis Mestres; porque um só é o vosso Mestre — o Cristo! (Mateus, XIII — 8 e 10). É evidente que Jesus, falando na primeira pessoa e referindo-se ao Cristo na segunda pessoa, tinha o propósito de destacá-lo completamente de sua própria identidade, porque, em face de sua reconhecida humildade, jamais ele se intitularia um Mestre. Aliás, inúmeras passagens do Novo Testamento fazem referências a Jesus, e o chamam o Cristo (Mateus XXVII — 17 e 22), pressupondo-nos que mais tarde ele chegou a admitir-se como o Cristo, o “Ungido” ou “Enviado”.
E se Jesus não esclareceu melhor o assunto, assim o fez em virtude dos apóstolos não poderem especular sobre a realidade de que ele pudesse ser uma entidade, e o Cristo outra; assim como a falta de cultura, própria da época, não lhes permitia raciocínios tão profundos como a ideia de arcanjo planetário.

Roger Responde 113 – Jesus era médium do Cristo?

113 – Pergunta (13/02/2012): No livro “A Gênese”, de Allan Kardec temos o seguinte texto: “Nas curas que ele operava, agia como médium?Pode-se considerá-lo como um poderoso médium curador?Não; porque o médium é um intermediário, um instrumento de que se servem os Espíritos desencarnados. Ora, o Cristo não tinha necessidade de assistência, ele que assistia os outros; pois, por si mesmo, em virtude de seu poder pessoal, assim como podem fazê-lo os encarnados em certos casos e na medida de suas forças. Que espírito aliás, ousaria insuflar-lhe seus próprios pensamentos e encarregá-lo de transmiti-los? Se recebesse um influxo estranho, este não poderia ser senão de Deus; segundo a definição dada por um espírito, ele era médium de Deus.”
Vou respeitar o seu ponto vista, mas reflita se você está enganado ao afirmar que Jesus era médium de Cristo. Ele era, como respondeu sabiamente Simão Pedro, Cristo, o filho do Deus vivo.
Chegando Jesus à região de Cesaréia de Filipe, perguntou aos seus discípulos: “Quem os outros dizem que o Filho do homem é?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas”.“E vocês?”, perguntou ele. “Quem vocês dizem que eu sou?”Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Respondeu Jesus: “Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus. E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino dos céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus, e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus”. Mateus 16:13-19

Roger: Respeito também a tua opinião, porque nessas questões nós transitamos pelo campo das crenças. Não existe comprovação alguma a respeito. Portanto, trata-se da crença de cada um. Além disso, no fundo isso não é importante. O que importa é nos tornarmos pessoas melhores, ou seja, aprendermos e vivenciarmos a mensagem do amor trazida por Cristo-Jesus e, também, pelos demais grandes mestres.

No caso do livro “A Gênese” temos que considerar a limitação das informações que deveriam ser trazidas à compreensão popular da época, do espírito comunicante e, também, a extrema devoção a Jesus por parte dos médiuns comunicantes, que podem naturalmente distorcer a comunicação mediúnica. Já com relação aos Evangelhos, assim como todos os textos religiosos, foram distorcidos conforme a compreensão limitada de quem os escreveu e, em alguns casos, segundo os interesses dos poderosos da época. Não servem de base para comprovação nenhuma.

O Universalismo Crístico entende que a verdade está onde estão o bom senso e a lógica. Se Jesus fosse o Cristo, a sua mensagem, então, teria falhado, já que nem metade do mundo é Cristão. Agora se o Cristo é uma entidade espiritual planetária, Gaia, a alma do planeta, e utilizou-se de vários médiuns para trazer a mensagem do amor crístico a todo planeta, adequando-a a cada cultura, a cada povo, então, a sua missão foi plenamente vitoriosa, pois todas as nações do mundo receberam essa mensagem, possuindo roteiros divinos de evolução espiritual. Sob o enfoque de Jesus e demais avatares sendo médiuns do Cristo, percebemos que a mensagem do amor venceu na Terra. Como costumo afirmar: fatos e crenças são duas coisas diferentes e devemos analisar isso com critério e sem paixões.

Quanto as tuas citações na pergunta, reproduzo, então, a resposta do espírito Ramatís, no livro “O Sublime Peregrino”, no capítulo 5: “Jesus de Nazaré e o Cristo Planetário”, que apresenta uma interpretação diferente das mesmas passagens bíblicas.

RAMATÍS: — É muito significativo o diálogo que ocorre entre Jesus e Simão Pedro e os demais apóstolos, quando ele lhes indaga: “E vós, que dizeis que eu sou?” E Pedro responde-lhe: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Finalmente, depois de certa reflexão, Jesus então mandou seus discípulos que a ninguém dissessem que ele era Jesus Cristo (Lucas, IX — 20 e 21; Mateus, XVI — 15, 16 e 20). Nesse relato, Jesus admitiu representar outro ser, o Cristo, além de si, e que há muito tempo o inspirava e fora percebido intuitivamente por Simão Pedro. Falando mais tarde às turbas e aos apóstolos, o Mestre Jesus esclarece a sua condição excepcional de medianeiro do Cristo, não deixando qualquer dúvida ao se expressar do seguinte modo: “Mas vós não queirais ser chamado Mestre, porque um só é o vosso Mestre, e vós sois todos irmãos. Nem vos intituleis Mestres; porque um só é o vosso Mestre — o Cristo! (Mateus, XIII — 8 e 10). É evidente que Jesus, falando na primeira pessoa e referindo-se ao Cristo na segunda pessoa, tinha o propósito de destacá-lo completamente de sua própria identidade, porque, em face de sua reconhecida humildade, jamais ele se intitularia um Mestre. Aliás, inúmeras passagens do Novo Testamento fazem referências a Jesus, e o chamam o Cristo (Mateus XXVII — 17 e 22), pressupondo-nos que mais tarde ele chegou a admitir-se como o Cristo, o “Ungido” ou “Enviado”.
E se Jesus não esclareceu melhor o assunto, assim o fez em virtude dos apóstolos não poderem especular sobre a realidade de que ele pudesse ser uma entidade, e o Cristo outra; assim como a falta de cultura, própria da época, não lhes permitia raciocínios tão profundos como a ideia de arcanjo planetário.

Roger Responde 094 – Kardec reencarnará novamente?

094 – Pergunta (03/10/2011): Minha pergunta é relativa à informação que revelaste no livro “Moisés – Em busca da terra prometida”. Revelaste que o sacerdote Amenófis (Akhenaton na encarnação anterior) reencarnaria posteriormente como Allan Kardec, sendo esta a última encarnação dele. No entanto, em Obras Póstumas, o espírito da verdade traz a informação de que Kardec teria que reencarnar para completar a tarefa de divulgação do Espiritismo. Gostaria que diluísse essa minha dúvida. Desde já muito grato, esperando que continue com muita fé e amor em seus propósitos.

Roger:  A afirmação do livro “Moisés – Em busca da terra prometida” é de que até o momento aquela era a última encarnação de Akhenaton. Em nenhum momento afirmamos que seria a última. Fizemos essa afirmação contundente porque na época do lançamento desse livro havia um grande número de espíritas afirmando que Chico Xavier seria a reencarnação de Allan Kardec, devido a grande emoção por seu recente desencarne. Então fomos enfáticos afirmando que a reencarnação de Akhenaton como Allan Kardec tinha sido a sua última até aquele momento, mas não que ele não encarnaria mais. Como já afirmamos na pergunta 14, do dia (15/03/2010), Chico Xavier não foi Kardec. E nessa pergunta fizemos uma referência ao excelente texto da pedagoga espírita Dora Incontri que fez um estudo bem interessante sobre esse tema. Veja no site: www.opiniaoespirita.org/cnek_di.htm

Certamente Akhenaton (Kardec) retornará para prosseguir com sua missão de esclarecimento espiritual da humanidade. Mas não carregando bandeiras de religiões. Essa era a visão da humanidade na época em que Kardec viveu. No século 19, ainda não havia como vislumbrar como seria o futuro espiritual de nossa humanidade. Apesar de que ele, sabiamente, trouxe-nos o Espiritismo como uma ciência e uma filosofia. Seus seguidores, principalmente no Brasil, que o transformaram fundamentalmente em uma religião. E isso não é uma crítica. Talvez se não fosse assim, o Espiritismo teria morrido no Brasil, assim como aconteceu na França, pois naquela época não estávamos preparados para uma visão além das religiões.

Kardec não voltará pelo Espiritismo, mas sim pela divulgação da Espiritualidade no mundo, de forma ampla e desprendida de agremiações. Até porque, quando ele retornar, a visão que o mundo terá de Espiritualidade já estará muito além das crenças religiosas que temos hoje. O Espiritismo, assim como as demais religiões, serão procuradas apenas por conservadores tradicionais, que seguem essa ou aquela religião, na maioria das vezes, apenas para seguir o legado de seus pais e avós, pouco se importando com a essência espiritual, que realmente transforma.

O leitor deve compreender que os espíritos nos trazem comunicações plenamente verídicas, mas as assimilamos de acordo com a capacidade de discernimento que temos na época. As nossas percepções do mundo são limitadas e vão se ampliando à medida que evoluímos. Assim caminha a humanidade! O Espírito da Verdade, que se manifesta nas obras de Kardec, é o próprio Jesus, portanto, quem somos nós para discordar da informação de que Akhenaton (Allan Kardec) encarnará novamente na Terra?

Roger Responde 065 – Roger foi filho de Kardec em outra encarnação?

065 – Pergunta (14/03/2011): Roger Bottini foi filho de Kardec em outra encarnação? O que dizem os membros dessa comunidade acerca dessa teoria??? (Post do Orkut).

Roger: Meu querido amigo, não se comporte como um “fariseu moderno”… Jesus, quando veio ao mundo, apresentou-se como o messias de Israel e, por causa de pessoas com o teu comportamento, ele não foi aceito e foi conduzido ao triste calvário na cruz. Imagine o alcance da mensagem de Jesus, na época, se não fosse esse estúpido desserviço dos fariseus. Por favor, não queira estar no time deles… Sei que tu tens muito mais a oferecer à Causa da Luz do que apenas isso… Todos já percebemos as intenções de teus posts na minha comunidade do Orkut: criar discórdia para defender as tuas “verdades absolutas.”  E essa tua sórdida atitude não atingirá o seu objetivo… Quem despertou para o Universalismo Crístico pensa por sua própria cabeça. Não usa cabresto! E também se preocupa é com a essência dos ensinamentos, e não com sensacionalismos.

E se tu perguntas quem eu sou é porque pensas em algo… Quem tu dirias que sou? Um falso profeta ou um mistificador? Eu sei quem eu sou. E quem eu sou está relatado em todos os nossos 9 livros. E como disse-nos Jesus: “Conhece-se a árvore por seus frutos!” Eis os meus frutos, que ofereço a todos, de coração, expondo-me até demasiadamente. E aqueles que leram sabem que meus frutos proveem de Deus. Os leitores apresentam amostras disso diariamente. 98% dos e-mails que recebo são com declarações nesse sentido. De vez em quando aparece um questionador, assim como tu. Mas é bom… isso só faz brilhar mais luz sobre o nosso trabalho…

Meu amigo, espero te encontrar em breve do nosso lado, pois creio que tu não gostarias de entrar para a história como os fariseus que levaram Jesus à cruz ou, então, como os inquisidores medievais que queimaram, vivas, pessoas inocentes na fogueira, sob a estúpida argumentação de bruxaria. Inclusive papai, ops…, quer dizer, Allan Kardec, sofreu essa terrível execução na personalidade de Jan Huss. Espero que quando eu acessar esses registros para narrar essa história no futuro, não te encontres lá, ao pé da fogueira de Jan Huss, ansioso para impedir mais uma iniciativa do Alto para trazer Luz a esse nosso mundo físico já tão cansado da escuridão.

Roger Responde 059 – Onde estava Hermes quando o Espiritismo foi codificado por Kardec?

059 – Pergunta (31/01/2011): Em outras ocasiões já demonstrei meu apreço pelo teu trabalho, ao qual me sinto muito ligado. Parabéns e obrigado!  Acompanho assiduamente a coluna “Roger responde” e, ao ler as perguntas 38 e 39 e suas respectivas respostas fiquei com uma dúvida: Akhenaton e Hermes são dois espíritos remanescentes da antiga Atlântida e trabalham juntos pela nossa evolução desde essa época, ok!; se Akhenaton foi Allan Kardec, onde estava Hermes neste momento? Estava encarnado ou desencarnado? Qual foi a sua participação na elaboração das obras básicas do Espiritismo?
Tenho esta dúvida por que sou oriundo do espiritismo e considero o UC um aperfeiçoamento deste. Notei que o nome HERMES não aparece no prolegômenos do Livro dos Espíritos e nas “instruções dos espíritos” no Evangelho Segundo o Espiritismo. Não que isso seja necessário, mas o nome HERMES numa destas obras não tornaria o UC mais facilmente aceito, mais abrangente?

Roger: Existem vários momentos na história de nossa humanidade que foram importantes para a sua evolução. A própria revolução francesa não teve diretamente caráter religioso ou espiritual, mas foi amplamente acompanhada por esses mestres para trazer uma nova consciência baseada nos ideais de igualdade, liberdade e fraternidade. Mesmo com o apoio e o controle desses mestres, várias atrocidades foram cometidas durante a execução desse projeto de luz, como o triste “período do Terror”, quando a guilhotina ceifou centenas de vidas, demonstrando que o esforço pela disseminação da luz sempre tem que lutar contra a ação das trevas em mundos imperfeitos como a Terra.

A revolução francesa e o espiritismo foram dois eventos muito próximos e, portanto, não puderam contar com a presença física dos mesmos mestres. A reencarnação de almas ascensionadas não ocorre de forma tão rápida e, naquela época, estávamos longe do padrão de longevidade que teremos nos séculos futuros, devido as doenças e guerras do passado. E, por incrivel que possa parecer para alguns, esses mestres são mais importantes e úteis no plano espiritual do que no físico. Quando eles reencarnam, vários de seus projetos no astral ficam comprometidos. No entanto, por amor ao cenário evolutivo da vida física, se desdobram para trazerem luz ao nosso mundo e cumprirem os planos do Cristo para a Terra.

Hermes não esteve presente fisicamente durante a codificação do Espiritismo. Essa tarefa coube a outros grandes mestres. Entretanto, do plano astral, ajudou constantemente ao seu irmão de longa jornada que se encontrava reeencarnado na personalidade de Allan Kardec. E a doutrina espírita não cita Hermes porque o foco do trabalho de Allan Kardec foi a cultura espiritual ocidental. Além do que, o objetivo era trazer uma compreensão espiritual popular, de fácil compreensão. E, todos sabemos, que os ensinamentos herméticos são para iniciados, por serem de dificil entendimento. Ainda mais no século dezenove, época em que a humanidade era ainda mais alienada que nos dias atuais e os ensinamentos de Hermes eram de interesse, em geral, apenas dos alquimicos.

 

Roger Responde 043 – O Universalismo Crístico sempre existiu. Estamos apenas codificando-o e divulgando-o.

043- Pergunta (11/10/2010): Antes de mais nada, gostaria de congratulá-lo pelas obras, que estão sendo um importante farol para a nova era na literatura espiritualista. Tanto em A História de Um Anjo quanto em Universalismo Crístico percebi que a narrativa se comporta de maneira dual: hora como uma verdadeira prévia de acontecimentos futuros (acontecimentos reais, com personagens reais); hora como uma exemplificação simbólica de como será o processo de implantação das novas ideias no planeta. A primeira noção pode parecer uma leitura literal, ‘ao pé da letra’ e restrita, mas creio que as próprias obras indicam esse sentido. Isto posto, como analisar a ‘prévia’ do ‘nascimento’ do Universalismo Crístico nas obras, se este é um conceito já amplamente debatido e divulgado nos dias atuais por vários outros ‘personagens’. Gostaria de uma elucidação desse ponto.

Roger: Obrigado pelo apoio ao nosso trabalho. Quando Allan Kardec codificou o Espiritismo, as comunicações com os espíritos já existiam desde a antiguidade e eram amplamente estudadas pelas sociedades iniciáticas, no entanto, ele esclareceu e criou uma metodologia de compreensão didática e popular sobre o assunto. Da mesma forma, estamos somente estabelecendo e divulgando uma metodologia clara para compreensão da ideia do Universalismo Crístico.

Tu citas em tua pergunta que o conceito do Universalismo Crístico já é amplamente debatido e divulgado. Antes de lançarmos o livro sobre esse tema em 2007, realizei pesquisas no Google com esse termo e somente duas ocorrências surgiram. A primeira era a referencia que fazíamos a esse termo em nosso livro “A Nova Era – Orientações espirituais para o terceiro milênio”, publicado em 2003, e a outra referia-se a uma mensagem de Ramatís dirigida ao grupo Bandeirantes da Luz de São Paulo. Logo, parece-me que esse tema não era amplamente debatido através dessa metodologia, mas sim era um sentimento natural daqueles que estão prontos para a visão universalista de entender os temas espirituais. Como já disse em outras oportunidades (vide pergunta nº 37), Universalismo Crístico e Espiritualismo Universalista são duas coisas diferentes. O primeiro é uma metodologia de compreensão espiritual, liberta de rituais, e o segundo trata-se de uma visão religiosa mais abrangente, porém ainda afeita aos tradicionais modelos religiosos. No nosso entender o Espiritualismo Universalista é uma adaptação das religiões já existentes, e não propriamente um conceito puro de Universalismo Crístico.

Talvez até em grupos de estudo e conversas restritas o tema já fosse discutido, mas não de forma de mais amplo alcance, como está ocorrendo agora com o surgimento de grupos regionais a partir do organismo nacional criado a partir do livro. Nessas últimas semanas tivemos três novas adesões iluminadas: o início da formação dos grupos da Bahia, Pernambuco e do Ceará, que se unem aos já existentes do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Goiás. São Paulo também já está dando seus primeiros passos. Em breve a consciência espiritual do terceiro milênio será sim amplamente divulgada e debatida em todo o cenário nacional, a partir do esforço conjunto de todos.

Se o Universalismo Crístico já existia, diríamos que sim, no fundo do coração daqueles que buscam uma compreensão espiritual superior, contudo estamos tornando-o visível e compreensível às massas. Os jovens que protagonizam a implantação do Universalismo Crístico no livro de mesmo nome, somos todos nós, espalhados por todo o Brasil, que estamos focados na concretização desse ideal na Terra.

 

Roger Responde 039 – Allan Kardec já é um espírito ascensionado?

039- Pergunta (13/09/2010): Em relação a informação que consta no livro Universalismo Crístico que Allan Kardec foi Akhenaton e na pergunta 36 do site que ele também foi Seraphis Bay. Me corrija se eu estiver errado, mas então essas três personalidades são o mesmo espírito e Allan Kardec já está ascensionado; estou correto? Gostaria, se possível, que você contasse como visualizou esse fato, se foi Hermes que lhe mostrou, como foi… Fiquei contente, mas no meu meio de convívio, infelizmente, tem pessoas que não acreditam nesses fatos… Você poderia me esclarecer isso?

Roger: Estabelecer na Terra, uma religião, ainda mais com a importância e a complexidade do Espiritismo, é uma tarefa para espíritos de elevado quilate espiritual. Algum dia as pessoas perceberão isso. E essa questão é mais uma forma de constatar a impossibilidade de Chico Xavier ser a reencarnação de Allan Kardec, apesar de o maior médium do século vinte ser, também, um espírito brilhante. Entretanto, a tarefa de ser intérprete do Cristo Planetário é uma tarefa legada somente a almas incomuns, que já ascencionaram, segundo os padrões de nosso mundo.

Além de ter vivido na personalidade de Akhenaton, Allan Kardec foi, também, Atônis, o sacerdote do sol na Atlântida, e Andrey era seu filho. Logo, por mais incrível que isso possa parecer, Allan Kardec foi meu pai na extinta Atlântida e um inesquecível amigo no antigo Egito, durante seu reinado como o faraó filho do Sol. Logo, sei o que estou dizendo. Essas informações são obtidas através de um processo de regressão de memória conduzido por Hermes, que é o mentor espiritual de todos os nossos livros.

Revelar Allan Kardec como reencarnação de Akhenaton foi uma tarefa muito estudada e amadurecida. Desde a elaboração do livro “Akhenaton – A revolução espiritual do Antigo Egito” que estudamos se essa informação deveria ou não ser revelada. Durante dois anos amadurecemos essa ideia e depois, quando me senti seguro para atestar essa informação, confirmada e reconfirmada por Hermes, revelamos no livro “Moisés – Em busca da Terra Prometida”. Não achamos fundamental ou importante revelar quem foi quem em encarnações anteriores. Isso gera, muitas vezes, curiosidades e especulações infrutíferas. Mas nesse caso especifico existia a finalidade de fazer o leitor compreender o processo evolutivo da humanidade no decorrer dos séculos. Assim, como agora, estamos revelando a personalidade de Moisés, na Atlântida, como o rei da raça vermelha, Atlas; para assim a humanidade compreender como se desenrolou a evolução espiritual da Terra.

O fantástico fato de Moisés, na personalidade de Atlas, ter evoluído pela linha negra, como sacerdote das trevas por um período de 2 mil anos, antes de iniciar sua caminhada para a luz, onde realizou as missões notáveis nas personalidade de Moisés e Maomé, tornando-o, também, um espírito ascensionado, é, sem duvida, motivo para muita reflexão em meio ao nosso cenário espiritualista, que não compreende que a ação das trevas também é regida por Deus. Não existe um diabo rivalizando com Deus. O Criador dos Mundos é soberano. Ele rege o Bem e o Mal com o objetivo de promover a nossa evolução. Nada foge ao seu controle.

Mas, como costumo afirmar, esse não é o fator importante dos nossos livros. Isso não é relevante, e sim a mensagem de renovação ali contida, que é dirigida diretamente por Hermes, mas também, indiretamente, por Akhenaton (Allan Kardec) e Ramatís, entre outros. Todos eles são mestres ascensionados, responsáveis, junto com Jesus, Saint Germain, entre outros, pela evolução conjunta de nosso mundo.

Se o leitor ler os nossos livros como ficção, não tem importância. Não estou aqui buscando créditos ou reconhecimento. Já fico muito feliz quando uma simples e isolada reflexão desperta o leitor, fazendo-o ver o mundo com outros olhos, independente de crer ou não nas informações espirituais ali contidas. Existe a “informação espiritual” e a “filosofia espiritual”. Acho muito mais interessante que o leitor foque sua atenção na “filosofia espiritual”. Quem assimila conceitos como “ama ao teu próximo como a ti mesmo” tem um ganho espiritual infinitamente maior do que aquele que se prende ao “que é” ou “não é” no plano espiritual.

Alguns leitores mais tradicionais possuem dificuldade em aceitar novas informações, por estarem demasiadamente apegado às suas antigas crenças. Renegam novidades coerentes e defendem teses antigas algumas vezes até já derrubadas pela ciência ou pela arqueologia moderna. A filosofia espiritual, que é o que realmente importa para a nossa evolução, é cristalina, apenas devemos aprender a despertá-la dentro de nós. Caro leitor, o mundo reflete apenas as nossas limitadas percepções, portanto, não se prenda a letra que mata, mas sim ao espírito que vivifica!

Não importa se acreditamos que Allan Kardec é Akhenaton e também Seraphis Bay, mas sim que tenhamos condições espirituais de poder reconhecê-lo quando chegarmos ao mundo espiritual. E isso depende apenas do despertar de nossa consciência. O filme Nosso Lar está aí para mostrar, com brilhantismo, essa realidade aos espíritas, aos adeptos das demais religiões e aos ateus.

 

Roger Responde 017 – A esposa de Kardec seria a reencarnação de Nefertiti?

017 – Pergunta (12/04/2010): “Acompanho seu site e leio seus livros! E o admiro muito! Gostaria de tirar uma dúvida, sobre o espírito de Nefertiti. No seu livro, “Atlântida no reino da Luz”, Atônis era o sumo sacerdote do templo do sol, em Atlântida, que logo seria o grande faraó Akhenaton no antigo Egito! No livro Akhenaton você comenta “muito” sobre Nefertiti e do amor que ela possuía por Akhenaton e ambos tinham uma encarnação altiva, recíproca, em que, um ajudava o outro. E em outros livros espíritas os dois sempre reencarnaram juntos. Mas você não relata Nefertiti encarnada em Atlântida por quê?Em “Moisés – Em Busca da Terra Prometida” e “Universalismo Crístico – O futuro das religiões” você afirma que a última encarnação de Akhenaton ocorreu na personalidade de Allan Kardec. Então Nefertiti poderia ser Amélie Gabrielle Boudet, a esposa de kardec? A historia dos casais são idênticas, um ajuda o outro, inclusive Amélie depois que Kardec morreu cuidou e com empenho e devotamento continuou o trabalho de codificação do Espiritismo idealizado por Kardec, assim como Nefertiti fez após a morte de Akhenaton! O que acontece com Nefertiti?”

Roger: Obrigado pelo apoio ao nosso trabalho! No livro Akhenaton, no capítulo inicial sobre a Atlântida, afirmamos que Criste (esposa de Atônis) reencarnou no futuro como a rainha Nefertiti, mas creio que esquecemos de fazer essa afirmação no livro Atlântida. Realmente foi uma falha de informação. Tu estás certa! Nem todos os leitores leem todos os livros. No livro “Atlântida – No reino das Trevas” colocaremos essa referência. Muito bem lembrado. Nos livros “Moisés – O libertador de Israel” e “Moisés – Em busca da Terra Prometida”, afirmamos que Nefertiti reencarnou como Séfora, a esposa de Moisés, enquanto Akhenaton era o sacerdote de Heliópolis, Amenófis, que foi o responsável pela iniciação espiritual de Moisés.

O conceito de alma gêmea é algo que também deve ser analisado. Não existem “almas gêmeas”, e sim “almas afins”, que evoluem juntas por afinidade. Nós somos seres integrais. Não dependemos de outra alma para existir e nos completar. Entretanto criamos afinidades em nossa infinita jornada evolutiva e amamos de forma mais especial esses espíritos afins. Mas com o passar dos milênios, abandonamos essa característica, digamos assim “mais humana”, e partimos para um amor verdadeiramente espiritual e universal, assim como o do Cristo, que é igualitário a todos os seres do Universo, independente de afinidade. Esse sentimento de amor especial a determinado espírito é algo característico em nosso limitado nível evolutivo.

Sobre Nefertiti ser Amélie Gabrielle Boudet, vejam como não é difícil desvendar esses mistérios. Basta analisar o perfil psicológico e comportamental para perceber que Amélie Gabrielle Boudet era Nefertiti reencarnada ao lado de sua “alma afim” com o objetivo de concretizarem em conjunto a missão de implantar o Espiritismo na Terra. Infelizmente até pouco tempo a humanidade ainda vivia uma época de sombras com relação ao papel da mulher, relegando-as a um segundo plano. O Egito Antigo foi uma época de ouro para a manifestação do espírito feminino, permitindo que Nefertiti se destacasse de forma mais intensa e atuante.

 

Roger Responde 014 – Chico Xavier não foi a reencarnação de Allan Kardec?

014 – Pergunta (15/03/2010): “Alguns livros espíritas afirmam que Chico Xavier foi a reencarnação de Allan Kardec. Entretanto nos livros “Moisés – Em Busca da Terra Prometida” e “Universalismo Crístico – O futuro das religiões” você afirma que a última encarnação de Akhenaton ocorreu na personalidade de Allan Kardec. Depois não encarnou mais. Sendo assim podemos entender que Chico não é a reencarnação de Kardec. Poderia explicar isso?”

Roger: Sim. Chico não foi Kardec. E isso é facilmente observado analisando o perfil psicológico dos dois e suas respectivas encarnações. A pedagoga espírita Dora Incontri realizou um estudo bem interessante e consistente a respeito desse tema. Veja no site: www.opiniaoespirita.org/cnek_di.htm

Chico Xavier sem dúvida alguma conquistou um grande avanço espiritual em sua última encarnação. Mas colocá-lo na mesma condição espiritual de Allan Kardec, cuja as principais identidades anteriores foram a do sumo sacerdote do templo do sol, Atônis na Atlântida, o grande faraó Akhenaton no antigo Egito, o sacerdote Amenófis que instruiu Moisés no templo de Heliópolis e depois o grande educador Jan Huss, é realizar uma comparação despropositada e ilógica. Uma tentativa inconsciente das massas de não querer reconhecer que um espírito mediano pode conquistar elevada condição espiritual em uma heroica encarnação. Essa é uma forma de dizer: “Chico era um espírito de elevado quilate espiritual, por isso a sua vida foi brilhante. Homens comuns não podem realizar obras divinas.” Percebam que é uma tentativa inconsciente de justificar o próprio fracasso espiritual, colocando-se na condição de indigno de atingir tal elevação espiritual. Ou seja: somente almas iluminadas podem obter sucesso evolutivo.

Para algumas pessoas é mais fácil ficar adorando Chico e outros santos e não fazer nada por sua própria evolução espiritual. Dizem “amém” aos grandes mestres e depois vão assistir novelas na televisão, de forma alienada, sem realizar nenhuma reforma interior. Não é isso que esperam de nós os que lutaram para espiritualizar o nosso mundo.

A humanidade em geral prefere colocar Jesus em um altar e cultuá-lo, ao invés de chamar o Divino Amigo para suas vidas e assim aprender com o Grande Professor das Almas. Não vou cansar de repetir: Jesus não era o Salvador! Ele nunca salvou ninguém. Ele foi o Divino Professor que nos trouxe a eterna lição do amor e da evolução espiritual. Aqueles que ficarem sentados esperando serem salvos, “morrerão” de corpo e alma, pois retornarão ao plano espiritual sem agregar nada à sua evolução.

Os próprios problemas de saúde que Chico teve no transcorrer da vida (e que ele venceu com nobreza e dignidade) demonstram que possuía carmas a resgatar e não se tratava de uma alma ascensionada. Além disso, Kardec reencarnou na época de Cristo como o centurião Cornélius. Aquele que disse a Jesus: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa. Uma palavra vossa e meu servo estará curado.” Nessa mesma época Chico Xavier estava encarnado como Flávia, a filha do senador romano Publio Lentulus (que era Emmanuel, seu mentor). Como então Chico (Flávia) poderia ser Kardec (Cornelius) se ambos estavam reencarnados ao mesmo tempo naquele período?