Roger Responde 123 – Roger discorda de algo que ensina o Espiritismo?

123 – Pergunta (23/04/2012): Roger, acredito firmemente no Universalismo Crístico e já li todos seus livros, sou espírita, acredito firmemente em todos os ensinamentos da Doutrina Espírita e tento professar o máximo possível aquilo que tenho aprendido com ela, não é fácil para nós seres ainda tão imperfeitos. Minha dúvida é a seguinte: Você discorda de alguma coisa que nos ensina o espiritismo?

Roger: Boa pergunta. Em minhas reflexões e segundo orientações de Hermes passei a crer que no estudo da sabedoria espiritual jamais devemos julgar os ensinamentos como certos ou errados, verdadeiros ou falsos. Acredito no conceito de verdades relativas. Por isso no livro “Universalismo Crístico – O futuro das religiões” afirmamos que a verdade é relativa, pois ela é um reflexo da percepção limitada, de cada época, de cada cultura e de cada povo. Com o avanço da consciência e compreensão espiritual dos alunos da “escola Terra”, a verdade vai se revelando de forma mais ampla, iluminando e libertando-nos de antigos preconceitos e crenças limitantes, mostrando-se de forma mais universal, tolerante e com maior clareza.

As normas religiosas e sociais do passado não estavam erradas. Eram apenas o entendimento limitado daquela época; a verdade daquele momento evolutivo de nosso mundo. Refletia a capacidade evolutiva de compreensão daquela humanidade, que era a mesma de hoje, mas que estava em sua infância espiritual. Nós estamos em constante evolução, portanto, o entendimento espiritual também deve sempre evoluir. Eis o motivo de existir do Universalismo Crístico: promover o avanço do entendimento espiritual em uma época de nossa evolução em que estamos propensos a dar rápidos saltos conscienciais.

Logo, não cabe a mim concordar nem discordar do que as religiões ensinam. Todas provém de Deus. Compete a cada um fazer essa análise, conforme o seu entendimento. Não vem ao caso eu julgar se elas estão certas ou erradas. Porém, é minha tarefa convidar todos a refletirem sobre esses ensinamentos e verificarem se aquela “verdade relativa” que creem ainda é necessária para a sua caminhada evolutiva. Ou seja, refletir se já não está na hora de analisar com mais profundidade as suas crenças e procurar ter visões mais universalistas e mais tolerantes com o pensamento do próximo, avaliando se o que acredita está de acordo com o bom senso e a lógica dos tempos atuais, sem, jamais, obviamente, afastar-se do amor, que é a única verdade absoluta que possuímos em mãos no atual estágio evolutivo de nosso mundo.

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