Roger Responde 195 – Explicação mais detalhada sobre a natureza de Jesus e o Cristo Planetário da Terra.

195 – Pergunta (09/09/2013): Roger, primeiramente muito obrigada por nos esclarecer com seus livros. O meu questionamento é a respeito de Jesus Cristo, que segundo você faz parte do Cristo planetário, e que por fazer parte do Cristo planetário teve uma trajetória diferenciada. Tenho também uma conhecida que leciona no curso da doutrina espirita e que mencionou o fato de a trajetória de Jesus Cristo ter sido linear, portanto diferente dos demais. Como isso pode ocorrer se fomos feitos da mesma forma e semelhança e estamos passiveis de errar e acertar de igual maneira? Em seu livro A Nova Era fica claro que poderá ser feito um trabalho tratando do tema Jesus Cristo e suas várias experiências, mas você tem algum prazo em vista?

Roger: Querida amiga, pelo teor da sua pergunta, posso afirmar que houve um entendimento errôneo das informações contidas em nossas obras. Em nenhum momento eu disse que “Jesus Cristo faz parte do Cristo Planetário”. Jesus é um espírito e o Cristo é outro. Nenhum “faz parte do outro”, assim como fulano não faz parte de beltrano. São dois seres independentes. O que afirmei sobre Jesus e o Cristo Planetário está claramente explicado, de forma detalhada, na pergunta número 45 do dia 25/10/2010. E de forma ainda mais aprofundada em vários de nossos 10 livros.
Além disto, não disse que “Jesus, “por fazer parte do Cristo Planetário”, teve uma trajetória diferenciada”. Como essa informação está bem clara em nossas obras, provavelmente a leitora deve ter lido em outros livros e confundido com os nossos. Afirmamos categoricamente em todos os nossos livros que Jesus passou por um processo evolutivo exatamente igual ao de todos nós. Há milhares e milhares de anos ele viveu experiências como nós, de erros e acertos, até atingir o estado de angelitude em que vive hoje, por seu próprio merecimento evolutivo.
Para bem explicar essa questão, transcrevo aqui uma das perguntas do livro A Nova Era e a resposta dada por Hermes:
“Pergunta: Algumas religiões e seitas defendem a ideia de que os arcanjos e anjos são entidades que evoluem em uma linhagem à parte, sem jamais encarnarem no mundo físico. O que dizes a respeito?
Hermes: – Caso assim fosse, Deus não seria a Suprema Justiça e Sabedoria, pois permitiria condições diferenciadas aos Seus filhos durante a jornada evolutiva. Podemos afirmar com convicção que todos os filhos do Criador seguem exatamente o mesmo processo evolutivo, passando por todos os estágios primários de despertamento espiritual, em que o espírito individualiza-se para as suas primeiras encarnações no reino chamado “hominal”. Com o despertar da razão e da emoção, o espírito inicia o seu processo de libertação dos grilhões da animalidade, estágio em que vive a Terra.
A  centelha espiritual individualizada no Cosmo surge simples e ignorante para avançar do instinto animal primitivo à conquista da razão e da emoção no mundo dos homens. Após essa vitória, procura adquirir o amor e a sabedoria espiritual para avançar ao estágio dos anjos e, por conseguinte, tornar-se a personificação de Deus, na configuração dos arcanjos, dos técnicos siderais, dos espíritos criadores, responsáveis pela evolução dos mundos do Universo.
Os espíritos iluminados sentem-se honrados por terem evoluído na matéria assim como todos os seus irmãos. Caso contrário, eles seriam tão reprováveis como aqueles que obtêm cargos públicos sem merecimento nas organizações humanas. Inclusive Jesus, o maior espírito a pisar o solo terrestre na dimensão em que viveis, muito valoriza a batalha que realizou para iluminar-se há milhares de anos, em outros mundos.”
Esta teoria da evolução linear de Jesus (citada pela leitora) teve início na época de Allan Kardec, quando um contemporâneo do codificador do espiritismo, chamado Jean Baptiste Roustaing, defendeu esta teoria de que Jesus jamais pecou. Roustaing afirmava que Jesus foi criado por Deus simples e ignorante como todos nós, só que jamais errou, ou seja, evoluiu em “linha reta”. O que é um grande absurdo. Todos nós cometemos erros no período de nossa infância espiritual. Creio que esta teoria se fundamentou pelo mesmo excesso de admiração à mensagem de Jesus que levou os cristãos tradicionais a crerem que Jesus era o próprio Deus. Outro absurdo sem tamanho. Jesus não é Deus e também não é o Cristo.
Em sua pergunta, a leitora ainda afirma: “Em seu livro A Nova Era fica claro que poderá ser feito um trabalho tratando do tema Jesus Cristo e suas várias experiências”. Mais uma vez uma avaliação confusa. O espírito do “Cristo Planetário” nunca encarnou na Terra. Ele inspirou grandes mestres como Jesus, Krishna, Buda, Zoroastro, Moisés Hermes, Maomé, Akhenaton etc… E Jesus encarnou apenas uma única vez em nosso mundo, na exclusiva personalidade de Jesus. Portanto, quando formos elaborar os relatos sobre Jesus, será sobre sua única experiência em nosso mundo. Falamos também sobre a diferença entre Jesus e o Cristo Planetário em nossos livros e nas perguntas número 15 do dia 22/03/2010 e na de número 26 do dia 14/06/2010.
No novo site que a nossa equipe está desenvolvendo, estamos elaborando uma forma de pesquisa mais eficiente para a seção “Roger Responde”, onde todos poderão realizar pesquisas e obter as respostas sobre assuntos que já abordamos, evitando, assim, que se façam perguntas repetitivas e, também, permitir que o leitor possa obter as informações de seu interesse nesse amplo banco de dados de quase 200 perguntas de leitores que respondi nestes quase quatro anos da seção “Roger Responde”.
Por fim, peço a todos que, sempre que tiverem dúvidas sobre as informações contidas em nossas obras, enviem os seus questionamentos para serem respondidos na seção Roger Responde, a exemplo do que fez a nossa amiga leitora. Isso propiciará um correto entendimento do conteúdo que divulgamos de forma a evitar interpretações equivocadas que possam causar um impacto negativo, sobretudo entre aqueles que têm uma visão ortodoxa e apegada às suas religiões, e até mesmo afastar vários leitores por classificarem negativamente o nosso trabalho.

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