Roger Responde 073 – Como é o plano mental?

073 – Pergunta (09/05/2011): Caro Roger, fiquei extremamente impressionado com os relatos da primeira parte do livro Universalismo Crístico, e também de como aquela pirâmide foi desarmada com ajuda de Arnach no livro Atlântida – No reino das Trevas, especialmente no fato de como o mundo mental e o controle sobre ele pode nos ser essencial para sairmos do inferno e entrarmos no céu, instantaneamente.  Este tem sido o meu maior desafio nos últimos anos: manter um padrão de pensamentos, emoções e sentimentos o minimamente elevado para sair do inferno a que nos impomos. O “orai e vigiai” sob essa ótica mental.  E as leituras de seus livros tem sido muito empolgantes (só entrei em contato agora em 2011) também porque os temas mentais são raros e muito esparsos na literatura espiritualista. Ao que parece, o entendimento desse “mundo mental” deve ser importantíssimo no controle dessas nossas oscilações entre treva e luz e o rompimento com a vida de ilusão que nos sujeitamos. Talvez assim assuntos como corpo mental, redesdobramento (a partir do corpo astral), vidência mental, psicometria, premonição, ideoplastia, criação e manipulação energética seriam melhor compreendidos. E como me sinto meio preso ao paradigma de entender o mundo mental como sendo a dimensão imediatamente superior à astral, conforme entendi no contato com apometria ; gostaria muito que você elucidasse mais sobre a forma como você compreende o mundo mental. Se possível, também nos desse mais alguns exemplos de fatos ou eventos vividos que só se explicam “via mental” para que possamos compreender melhor essa visão que extrapola os cinco sentidos e que nos ajudaria em muito na expansão de nossas consciências.

Roger:  Caro leitor, na minha opinião tu entendes muito bem o plano mental, bem mais do que humildemente reconheces em tua mensagem. As tuas colocações não poderiam ser mais lúcidas e pertinentes. A desativação da pirâmide hipnótica no livro Atlântida – No reino das Trevas narra de forma bem interessante como isso se processa. Na verdade, a definitiva libertação do mundo das ilusões ocorre quando compreendemos a natureza do plano mental. E o interessante é que de lá que nós surgimos, a essência do espírito, a centelha divina, sem forma e plena de luz. Realmente somos feitos à imagem e semelhança de Deus. E isso significa que somos essencialmente espíritos, e não a imagem humana de um velhinho de barbas longas sentado sobre nuvens.

Porém, o processo evolutivo que nos leva da animalidade à angelitude é o que nos faz “descer” ao mundo astral e físico para obtermos a consciência necessária com o objetivo de vivermos no verdadeiro mundo: o mundo do espírito, onde a felicidade e a plenitude são completas, livres de conceitos como tempo e espaço; sendo eterno e abrangendo a imensidão do Universo.

Como nossa mente física crê inicialmente que somos criaturas concebidas dentro do plano físico e vivemos dentro dessa realidade, acreditamos que as formas físicas se refletem no plano espiritual. Que lá, no mundo espiritual, viveremos em cidades humanas, com infraestrutura semelhante as da Terra, sendo perfeitas no astral superior e bizarras na dimensão infernal. No entanto, isso é apenas reflexo das consciências que ainda estagiam dentro dessa compreensão da vida. É difícil explicar como seria o mundo mental para quem vive ainda atrelado às limitadas rotinas da vida humana, que carece do mundo das formas e dos sentidos físicos para serem compreendidas. Por isso existem cidades astrais que são reflexos da vida humana. O objetivo é adequar o recém chegado do mundo físico (desencarnado) a uma realidade que atenda a sua compreensão. Existem cidades astrais que inclusive os desencarnados não sabem que morreram. Acreditam estar se recuperando em um hospital. Simplesmente porque não creem na vida após a morte.

Tenha a certeza de nossa imensa dificuldade para relatar cidades astrais como o império do Amor Universal, que localiza-se no “sexto Céu”, dentro da limitada compreensão humana. Para isso, nos socorremos da natureza descritiva que mais faz o homem comum compreender a natureza de um reino celestial. O plano mental reflete a verdade cristalina de Deus, já o reino dimensional humano e o astral, onde residem almas com limitada consciência, nada mais são que projeções adequadas a percepção de cada um. Para um cristão, esse plano será adequado às suas fervorosas crenças cristãs, para um muçulmano estará adaptado as características religiosas de sua crença e consciência, e assim por diante, com todas as crenças… No entanto, todas elas, em essência, partem de uma mesma origem, no plano mental, que lhes traz a ilusão de adequar-se as suas crenças. Eis o ego humano reinando! Já quem rompe com seus paradigmas, e compreende o mundo mental, bebe água diretamente da fonte, enquanto aqueles que ainda estão aprisionados ao mundo das ilusões de seus próprios egos, bebem das torneiras locais e regionais, com todas as idiossincrasias culturais e religiosas que lhes rodeiam. Por exemplo: realizar uma oração decorada, sem introspecção, de forma mecânica, é beber das torneiras distantes de Deus, escravizado a culturas religiosas. Entretanto, ligar a sua mente a de Deus, até mesmo sem palavras mas mentalizando e sentindo a verdadeira comunhão com Deus, é beber diretamente da fonte, em perfeita sintonia com o mundo mental e original do Criador. Um dos papéis do Universalismo Crístico é fazer a humanidade perceber isso.

No livro “Atlântida – No reino das Trevas” , eu e Arnach víamos a pirâmide como um artefato tecnológico, devido as nossas crenças, enquanto o troglodita que defendia a pirâmide a via como um antílope no qual realizávamos magia através da leitura de suas entranhas expostas dramaticamente sobre a mesa… Apenas crenças em busca de uma mesma essência que residia no plano mental, ou seja, dominar e reprogramar o processo de magismo que foi realizado há 12 mil anos e que foi gravado nos registros Akhasicos, com o objetivo de hipnotizar a humanidade para alienar-se com relação a sua própria evolução e consciência espiritual.

Tudo ocorre originalmente no plano mental. Nós é que ainda precisamos trazer essas informações para a nossa compreensão ainda escrava do mundo das formas. E isso atrasa a compreensão e, o pior, polui essas informações com distorções causadas pela nossas crenças limitadas. Por isso as religiões trazem informações tão diferentes e, algumas vezes, contraditórias. E isso ocorre em todos os segmentos da vida, desde a filosofia até a ciência.  Digo até a ciência, porque as compreensões limitadas de seus observadores, os fazem ter uma visão cartesiana e limitada do Todo, prejudicando o avanço da humanidade. Os cientistas também bebem das torneiras distantes… Beber a água da fonte é que faz toda a diferença.

Mesmo que compreendêssemos e rastreássemos o Universo inteiro, em toda a sua impressionante magnitude, ainda estaríamos limitados a apenas uma das diversas faces do Todo. O Universo é o plano físico. Deus, o Todo absoluto, rege o plano mental, e Ele, somente Ele, abrange o Todo da Criação, em suas multidimensões. Por isso ainda nos é impossível compreendê-Lo em toda a sua magnitude.

Por esse motivo, esse é o princípio primeiro da tábua de esmeraldas de Hermes Trimegisto: 1º – O princípio do Mentalismo: a mente é tudo. O universo é mental. Por sobre tudo aquilo que conhecemos há o plano de um Espírito Maior que não podemos conhecer.  Ele é a Lei. O Todo-Poderoso está em tudo!

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