Roger Responde 050 – Atlântida de Roger…verdade ou mentira?

050 – Pergunta (29/11/2010): “Post no Orkut”: Atlântida de Roger…verdade ou mentira? Caros amigos, ultimamente tenho refletido bastante sobre as leituras que tenho realizado nos últimos anos. Sei que não devemos aceitar tudo o que lemos, e temos que nos questionar sempre sobre a lógica e veracidade da obra, fazer comparações, sendo imparciais, “olhando de fora”, para não cairmos nas garras da fascinação. Foi com esse intuito que sentei e peguei os livros de Roger Bottini Paranhos, sobre a Atlântida. Os livros contém um conteúdo moral inegável, passando uma mensagem de esperança, amor e amizade, mas encontrei algumas narrações que me deixaram “com um pé atrás”. Ao iniciar a leitura de Atlântida I, estava bastante entusiasmado em conhecer a história do continente perdido sob uma nova ótica, que respondesse as questões que a ciência é incapaz de responder. Conforme fui avançando na leitura, comecei a achar estranho quando o Roger mencionava trechos de outros de seus livros, sobre suas outras encarnações, onde sempre se colocava na personalidade de alguém conhecido e influente na história da humanidade, mesmo a humanidade contando entre 30 a 40 bilhões de espíritos diferentes. É muito fácil dizer ter sido Leonardo DaVinci, Dom Pedro, o rei da Inglaterra, Buda, Platão e Elvis Presley, e tem muita gente que jura de pés juntos que foi várias celebridades como essas em encarnações passadas. Mas, até aí, tudo bem, pois, apesar de 99,99% difícil, não considero isso algo impossível de acontecer. Terminei o primeiro livro e iniciei a leitura de Atlântida II. Neste segundo livro, minha desconfiança aumentou bastante, quando Roger acrescentou sua suposta relação íntima com duas deusas perfeitas e tremendamente sexy, que estranhamente eram completamente viciadas em fazer sexo com ele, e pior, AO MESMO TEMPO! Esse tipo de coisa é difícil de levar a sério, pois isso é, nada mais nada menos, a fantasia de todos os meninos adolescentes: ter duas admiradoras fanáticas lindas e perfeitas, que andam grudadas com ele pra lá e pra cá, na frente de toda a sociedade, causando inveja em todos os outros homens e ciúmes em todas as outras mulheres, que o seguiriam incondicionalmente e aceitariam todas as suas decisões, que fossem loucas por ele, e que fossem ótimas na cama, não só na cama como na piscina, na mesa, etc, e as duas juntas! Até mesmo a descrição das vestimentas das gêmeas, ousadas e eróticas, ficou um tanto surreal……nos sonhos ocultos dos adolescentes rejeitados, esse é um jeito dos meninos fugirem da realidade dura e cruel, onde são baixinhos, feios, nerds, chatos ou impopulares, e são obrigados a criarem essas idealizações de mulheres, que são perfeitas em todos os sentidos, as “amiguinhas” imaginárias para suprir suas necessidades de serem amados por alguém no mundo e causar boa impressão nos outros, coisa que não acontece no mundo real. Bom, terminada a parte das gêmeas, outra característica da narrativa que me deixou desconfiado foi o Roger ter se colocado como o rei atlante no final; mais uma vez celebridade! Além de ser celebridade, toda a sua roda de amigos também é formada por grandes celebridades da história, isso é muito difícil de acreditar! Pra finalizar, o “estopim” que me deixou convencido de que essa não é uma história verídica, foi o fato de Roger ter mencionado que a estrela Alcyone é o centro da galáxia. Ora, se ele foi assistido por seu mentor Hermes o tempo todo, como Hermes deixaria esse erro tão bobo escapar e se perpetuar no livro? Por acaso o inteligentíssimo Hermes não sabe que o centro da galáxia é o buraco negro supermassivo ”Sagittarius A” ou simplesmente “Sag.A.”, que está a cerca de 30 mil anos-luz daqui na direção das constelações de Sagitário e Escorpião, enquanto Alcyone está a apenas 410 anos-luz na direção oposta, na constelação de Touro?? Anteriormente, eu havia mandado um alerta para o Roger sobre o mesmo equívoco de Alcyone, que estava em uma das respostas do site do Universalismo Crístico. Eu mostrei algumas informações, matérias e vídeos que provavam que a estrela Alcyone está longe de ser o centro da galáxia. Ele analisou o material e agradeceu o aviso sobre esse equívoco. Sua resposta foi:
“Oi, realmente tu tens razão. Existem teorias bem consistentes a respeito disso, contradizendo informações anteriores. Os astrônomos vivem se contradizendo, portanto, o ideal é não mergulhar muito nessa seara em nossos livros. Estive verificando as informações relativas a isso no próprio livro. Falamos somente de estarmos nos aproximando do cinturão de fótons da estrela Alcyone. Não falamos em orbitá-la e nem que está no centro da nossa galáxia. Apenas que é uma estrela da região central do nosso céu. Algo vago…Era melhor evitar essa informação de aproximação/afastamento de Alcyone, porém, infelizmente, o livro já foi impresso. Agora é torcer para esses detalhes não chamarem a atenção dos leitores mais críticos. Até mesmo porque essa é apenas uma informação secundária do livro. Trabalhar com muitas informações em um curto espaço de tempo, faz-nos correr esses riscos. Quanto ao site, já dei uma adequada naquela resposta. Obrigado pela ajuda, Roger.”
No entanto, ele disse sim que Alcyone é o centro da galáxia em um trecho. Eu fico me perguntando: se a narração dessa história é resultado das lembranças e dos registros akásicos, além das lembranças exatas de diálogos durante o desdobramento consciente, então alguém do outro lado falou pra ele que Alcyone era o centro da galáxia. Mas se a ciência de lá é mais avançada, como puderam cometer esse erro que nem mesmo a ciência de cá, dos encarnados, comete? Peço que deem suas opiniões sobre esse meu dilema, afinal, eu gosto muito dos livros de Roger. Talvez eu esteja enganado. Se esse for o caso, peço que me ajudem a acreditar, com informações que comprovem a veracidade de Atlântida I e II.
Roger: Realmente existem informações que são incríveis. Toda semana surge um ganhador na Mega-Sena entre milhões de apostas. A gente nem acredita que seja possível acertar as seis dezenas, mas quase toda semana surge um ganhador. Difícil de acontecer, mas é possível… Talvez o ideal fosse eu e Hermes inventarmos o nome de um espírito fictício e dizermos que ele está narrando a história. Seria uma forma de tirar os holofotes de cima de mim e, dessa forma, tranquilizar leitores com perfil cético. Mas, temos um pacto com a verdade… Preferimos que os nossos livros sejam vistos como ficção do que pactuar com uma mentira somente para conforto dos leitores. Existem bilhões de espíritos no planeta, mas quantos possuem consciência para relatar essas informações? Mais lógico é que alguém que tenha consciência desses fatos os tenha protagonizado, do que aqueles que ainda vivem em um nível profundo de alienação (que é, infelizmente, a grande maioria da população da Terra). Ademais, se eu dissesse que fui um dos mestres, que era pura luz, aí não faria sentido, dado o meu real nível de evolução na atualidade. Mas, o Andrey, reflita… faz muito sentido…

Sobre as gêmeas serem a fantasia de todo adolescente nerd… Acho que esse perfil não se enquadra na minha personalidade… pelo menos não nessa vida, talvez no passado distante… quem sabe?! E não sei se isso é o sonho de todo adolescente nerd, mas, para os que é, certamente o realizarão no futuro, em alguma encarnação, através da lei de atração. Somos o que pensamos e atingimos os objetivos que vibram em nosso íntimo. A fé remove montanhas. Para mim, isso já é algo realizado, por tanto não causa eco em minha alma. Nem tinha me preocupado com isso durante a elaboração do livro. Nessa minha longa estrada já vivi tanta coisa que poucas nessa vida me impressionam…
Costumo dizer que aquelas coisas que mais nos incomodam são justamente as que ainda nos causam desconforto por não as termos como bem resolvidas dentro de nós. Reflita sobre isto! Na minha opinião, a história das gêmeas é até um grito de liberdade para as mulheres, que ainda, inconscientemente, estão aprisionadas ao modelo cristão medieval, que as diminui e limita em seu real potencial, sempre submetendo-as à crença de que o modelo social e cultural vigente é o que esperam delas. Isso causa nelas muitos traumas e anos de terapia…

E sobre a questão da estrela Alcyone, que já havíamos conversado e tu expos nesse post, se tu fosse médium entenderia que não existe perfeição na comunicação mediúnica. Os leitores só não percebem mais falhas em todos os livros que leem porque o espectro de conhecimento deles, em geral, é limitado. Tu percebeu essa questão especifica porque a astronomia é um foco especial de interesse de tua personalidade.

Houve um erro de captação. Hermes desejava explicar que a estrela Alcyone centralizará a irradiação necessária para a entrada da Era da Luz e eu entendi como estrela central da galáxia devido a essa salada de informações que lemos todos os dias… Se as vezes compreendemos mal o que disse um amigo, imagine um tema complexo ditado por um espírito com uma mente muito a frente e ainda em outra dimensão…

Os nossos livros até trabalham com paradigmas mais amplos, mas, estamos longe da perfeição. Analisando pela tua ótica, então, o que dizer dos livros espíritas sobre o antigo Egito com gritantes erros históricos? É mentira ou limitação mediúnica? Os livros de Chico Xavier serão também mentiras? Já que o perfil que ele apresenta dos apóstolos segue à risca a visão oficial da Igreja, sendo que hoje sabemos, através de pesquisas históricas, que muitos deles (Maria Madalena, Judas, etc) tinham um outro perfil. Emmanuel apresenta ensinamentos algumas vezes machistas, colocando a mulher em um segundo plano, virtuosa somente quando é uma boa mãe e dona de casa submissa… visão católica medieval… apenas limitação de paradigmas… verdades relativas…

Por fim, sugiro que leia os meus e os demais livros mediúnicos com atenção. Se prenda mais a essência da mensagem e menos aos fatos. Se nem mesmo os relatos históricos de poucos anos atrás, apresentados como fatos, não podemos confiar plenamente, porque dependem do ponto de vista do observador, o que dirá, então, de livros capturados através de percepção mediúnica? Em essência, o que interessa, é a mensagem e o ideal do Universalismo Crístico. Ele é a “verdade sublime” que navega pelo mar de informações subjetivas dos nossos livros.

E, infelizmente, a Atlântida não possui referências históricas, dificultando, ainda mais, conhecer verdadeiramente essa história.
Como tu pode pedir, a quem quer que seja, “informações que comprovem a veracidade de Atlântida 1 e 2”?? As informações que qualquer um fornecer serão somente crenças, e não fatos! Creio que tu só terá uma resposta final sobre esse tema, quando retornar definitivamente ao Mundo Espiritual. Talvez aí poderemos, quem sabe, conversarmos em um cenário maravilhoso e inenarrável para a visão humana, e lá tomaremos uma xícara de chá procurando identificar fraternalmente acertos e erros desses livros, e debateremos, também, qual a contribuição da mensagem dos meus livros orientados por Hermes para o avanço espiritual da humanidade no terceiro milênio.

P.S.: Como tu utilizou nossa conversa privada nesse post, creio que não se importará de eu publicar essas tuas reflexões, nas próximas semanas, em nossa coluna “Roger Responde” no site WWW.universalismocristico.com.br Pode ser útil para outros leitores que possuam dúvidas semelhantes, mas, por um motivo ou outro, não desejam se manifestar.

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