Vibração Coletiva (16.07.2014) – Fim ao Preconceito

Amados irmãos da senda evolutiva, propomos para esta Vibração Coletiva avaliarmos o desenvolvimento do preconceito através dos tempos, compreendendo o motivo de seu enraizamento em nossa cultura. Temos como finalidade caminhar rumo a um mundo liberto de quaisquer sentimentos ou ações que sejam contrários ao amor do Cristo, e o preconceito, sem dúvida, é um dos tantos males que devem ser combatidos, visando uma humanidade mais justa e solidária.

No Brasil, a discriminação racial iniciou com o processo de ocupação dos portugueses, que tinham como finalidade o domínio político, econômico e religioso da região. Para isso, contaram com o trabalho de uma parte dos povos nativos, os quais conseguiram escravizar, assim como, com a mão de obra de escravos negros trazidos da África. Todo descendente desse grupo ficou fadado a seguir o mesmo destino dos pais: o de servir. Mesmo com o fim da escravidão, esses grupos não receberam nenhum tipo de incentivo para ascenderem socialmente e acabaram ficando à mercê da sociedade.

Nesse panorama, com um ritmo de crescimento entre raças totalmente desigual, é visível o motivo pelo qual, atualmente, ainda exista tanta disparidade social, mas o que hoje se torna inadmissível é o preconceito entre as raças. Mesmo com o incentivo do governo para que se faça valer os direitos de cada um, criando uma perspectiva de crescimento para esses grupos, a igualdade racial só será uma realidade possível quando ocorrer o desenvolvimento moral dos indivíduos.

A discriminação racial propriamente dita, na verdade, nunca existiu, pois quando surgiu esse conceito, pouco se sabia sobre como classificar as diferentes populações de uma mesma espécie biológica. O que sempre existiu foi a imoralidade de indivíduos, que guiam suas ações em prol de seus interesses pessoais sem se importar com as consequências causadas a terceiros. Inicialmente, a discriminação ocorria muito mais pela não aceitação da bagagem cultural que tais populações traziam e pelos benefícios que um povo desfavorecido poderia oferecer quando submetido a um grupo socialmente mais avançado, do que a cor da pele ou características físicas de cada indivíduo.

O preconceito e a utilização dele, para distinguir e rotular grupos de pessoas, é o reflexo de uma sociedade moralmente pobre, que evolui no campo da ciência, mas se esquece de lapidar-se como ser humano. Independentemente do meio no qual nascemos, nossa consciência sempre nos trará noções do que é certo e do que é errado. Podemos ter a tendência a agir com intolerância e a guiar nossas ações pelo interesse próprio, acreditando ser o melhor a fazer, mas, quando despertarmos para o amor e enxergarmos o outro como irmão, a infelicidade destes gerará a dúvida se essa é realmente a melhor conduta a seguir.

Contudo, diferentes raças convivem, atualmente, no mesmo meio social e mesmo assim o preconceito permeia, agora não mais por interesses pessoais, mas principalmente como resquício de uma história triste, porém real. Isso evidencia que a igualdade racial só será uma realidade possível, quando nossa sociedade parar de dividir as pessoas em grupos, generalizando suas qualidades e defeitos pela aparência, e se tornar mais profunda, identificando cada um como um ser único e digno de ser qualificado de acordo com suas próprias ações.

Portanto, amados companheiros, não permitamos que a discriminação siga ganhando força em nossa sociedade, segregando irmãos e promovendo a indiferença e a intolerância. Que possamos romper os laços que nos escravizam a um triste passado, em que os homens ainda eram cegos para as verdades eternas, que hoje iluminam nossas mentes e nos libertam da ignorância. Que todos os homens possam sentir nossas vibrações de paz e de amor entre seus irmãos, e que suas consciências possam se libertar do sofrimento causado pelo preconceito, tanto daqueles que o praticaram, como daqueles que o sofreram.

Paz e luz a todos!

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