Vibração Coletiva (12/04/2017) – Equilibrando o material com o espiritual

Equilibrando o material com o espiritual 

O caminho da espiritualidade e da elevação moral sem dúvida nos oferece inúmeros benefícios (pelos quais somos constantemente lembrados quando escolhemos seguir qualquer diretriz espiritualista), acontece que essa caminhada, quando não é bem equilibrada, acaba nos oferecendo alguns riscos.

Se abrir para o autoconhecimento e assumir a missão da construção de um mundo melhor, nos conecta com tudo aquilo que há de mais sublime em nós. Passamos a enxergar as coisas por um novo viés, inicia-se a busca pelo belo e acionamos uma espécie de ímã a tudo aquilo que é “do bem”. O problema aparece quando passamos a repudiar de forma exacerbada condutas alheias que já não estão mais de acordo com aquilo que desejamos para o mundo. Esse repúdio pode acabar nos afastando da nossa realidade atual (mundo material, meio social e pessoas que amamos), e acabar gerando o inverso daquilo que buscamos, a saber, não conseguir dar novos passos rumo ao nosso melhoramento moral e, muito menos, transformar a realidade a nossa volta.

Se estamos vivendo nesse mundo, com a realidade em que ele se encontra, é porque de alguma forma temos algo para aprender e para oferecer. O julgamento excessivo e o repúdio, sendo exteriorizado ou não, a partir de palavras, ou do próprio silêncio e afastamento, não transformam ninguém, nem a nós mesmos e nem aos outros. Não estamos aqui defendendo a continuidade de relacionamentos abusivos e/ou aceitação vitalícia de atitudes que nos fazem mal. Entendam as nossas palavras como uma reflexão geral a toda vontade exacerbada de viver em um mundo que ainda não foi construído, com pessoas que ainda não nos tornamos.

A necessidade é de que coloquemos a mão na massa na construção desse mundo sonhado, colocando em prática os ensinamentos de amor ao próximo e a nós mesmos, que é o ponto de convergência entre os diferentes contextos religiosos. Saibamos nos transformar e crescer sem a necessidade ultrapassada e egoísta de que todos sigam os mesmos passos que nós e ainda no mesmo ritmo. Tenhamos a consciência de que estamos longe de alcançar verdades absolutas e de que o caminho da espiritualidade não deveria nos levar a segregação, mas sim a integração, a união e ao amor, caso contrário, se tornaria contraditório.

Vibremos para que consigamos alcançar o equilíbrio necessário entre o material e o espiritual, para que não nos aprisionemos demasiadamente em nenhum dos lados, e para que saibamos respeitar as escolhas de cada indivíduo, já que também desejamos continuar desfrutando do nosso imprescindível livre arbítrio. 

Paz e Luz a todos!

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