Roger Responde 169 – Como funciona a lei de carma e resgate?

169 – Pergunta (11/03/2013): Gostaria de esclarecimentos sobre a nova lei que agora vigora na Terra, segundo o que tenho lido, a lei de ação e reação, e se não vigora mais a lei do karma, ou seja, não temos mais nada a pagar a ninguém a quem tenhamos ofendido ou feito mal? Agora é cada um por si e Deus por todos? Quem não tem mais jeito vai voltar pra pré-história e começar tudo de novo? Estou vendo as pessoas pirarem com coisas pequenas, não sabem se controlar, transmutar o mal para o bem apenas emitindo o amor ao próximo em pensamentos. A energia na Terra está muito densa e tenho sentido um aperto muito grande no coração de ver pessoas tão bacanas se acabando e querendo acabar com os outros por bobagens. Tenho visto como estão te atacando também, Roger, e sinto muito que você tenha que passar por isso. Pelo menos pra mim, você só deu provas de amor incondicional pela humanidade. Parabéns pela sua coragem e bravura de assumir esse compromisso espiritual em prol dos necessitados de Luz, que assim como eu, buscam a verdade. Tenha uma boa semana! Paz, amor e Luz pra você e toda sua equipe!

Roger: Calma, querida amiga, as leis espirituais não mudaram, apenas existem compreensões diferenciadas delas. Além disso, o que ocorre, algumas vezes, é que as pessoas as distorcem para atender aos interesses de seu ego. Isto precisa ser vigiado com muita atenção. O nosso desejo de nos livrarmos dos compromissos espirituais faz com que justifiquemos essas crenças de que não devemos arcar com o mal que fizemos a outrem no passado. Algumas pessoas dizem que basta orarmos e queimarmos o carma com a “chama violeta”, sem contato algum com sua vítima. Já falei sobre isso na pergunta 121 do dia 09/04/2012.

No livro “Universalismo Crístico Avançado” falamos, também, bastante sobre esse assunto no capítulo 12. Em resumo: Nós contraímos dívidas com outros irmãos e devemos resgatar estes débitos. No entanto, se a nossa vítima do passado rejeitar harmonizar-se conosco, não ficaremos atrelados por séculos a ela. Pagaremos a dívida a Lei, através de nossa mudança de padrões de comportamento. Ajudaremos aquela vítima futuramente, mas sem o impositivo da lei cármica, porque nós evoluímos, enquanto ela ainda reluta em aceitar a reconciliação. O carma é aprendizado, e não punição. Abaixo reproduzimos algumas frases deste capítulo do livro que aborda esse tema:

“As pessoas com consciência espiritual acreditam que estamos aqui para resgatar carmas do passado. Só que, algumas vezes, não percebem que apenas isso não basta. É necessário, também, realizar uma mudança de padrões de comportamento. Só assim o ciclo se encerra!… O aprendizado é o que realmente importa nas questões cármicas. Se ele não ocorrer, o carma não é resgatado, por mais que tenhamos sofrido com a sua ação impiedosa… Inclusive, o carma pode até ser mudado, ou mesmo anulado, a partir do aprendizado. A função de nossas experiências na matéria é provocar evolução interna, ou seja, instruir-nos sobre o caminho da luz. Não existe punição divina. O homem é que ainda percebe a causa da dor dessa forma equivocada, ou seja, acreditando que ela é um castigo em vez de um ensinamento. Isso dificulta a libertação dos ciclos reencarnatórios de sofrimento. Apenas viver o carma não é suficiente. É necessário aprender com ele e modificar-se para melhor. Em outras palavras: dar novas respostas ao mundo ao nosso redor, abandonando antigos padrões de comportamento… Sobre o carma, nada mudou com relação à visão dos estudiosos espiritualistas do passado. A única diferença é que a percepção da humanidade de agora é mais ampla, permitindo que ela compreenda melhor esse mecanismo. Não existe culpa e castigo. O que existe é erro e aprendizado. O carma só se manifesta com essa intenção. Quem se conscientiza rapidamente que ingressou na estrada da sombra, logo se liberta da imposição do carma, podendo até mesmo evitá-lo.”

E realmente, “quem não tem mais jeito”, ou seja, aqueles que não ficarem “à direita do Cristo” e não se tornarem o “trigo” das parábolas de Jesus serão exilados para um mundo de ordem primitiva para reiniciar o seu aprendizado. Enquanto que os “bem aventurados, mansos e pacíficos herdarão a Terra” em suas encarnações futuras. A tarefa central do Universalismo Crístico é justamente tentar despertar os nossos irmãos para essa realidade, enquanto ainda há tempo, e começar a construir a estrada espiritual que todos trilharão nos séculos futuros, atendendo às exigências evolutivas da Nova Era.

Fico triste também em ver pessoas que naturalmente seriam do Bem, porém fazem maldades aos seus semelhantes por pura ignorância espiritual. As religiões já não despertam mais. E, infelizmente, o Universalismo Crístico ainda tem pouco alcance. Por isto o nosso foco nos próximos anos será o de levar o ideal do Universalismo Crístico a um número cada vez maior de pessoas. Livros já temos bastante. Já são dez! E, mesmo assim, eles ainda não são lidos dentro da magnitude e expectativa da Alta Espiritualidade para despertar e motivar mais pessoas para obterem a consciência difundida pelo projeto Universalismo Crístico. Precisamos trabalhar mais no campo da divulgação. Precisamos libertar mais e mais pessoas do entorpecimento em que se encontram.

E quanto aos ataques que recebo, não se preocupe, querida irmã, já estou ficando calejado. Quanto mais forte a luz, mais ela incomoda a escuridão! Ensinamentos espirituais de vanguarda sempre foram rejeitados e caluniados por quem ainda não está pronto para dar um passo mais além no campo da consciência espiritual. Isto é muito natural. Só fico triste quando vejo colaboradores próximos, que deveriam ter ampla consciência de suas missões, se deixarem levar pela vaidade e pelo ego, comprometendo a sua caminhada espiritual junto a essa missão tão linda que é o projeto Universalismo Crístico.

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