Roger Responde 125 – Aborto em bebês anencéfalos

125 – Pergunta (07/05/2012): Olá Roger, tudo bem? Você poderia me elucidar uma questão? Gostaria de saber qual a posição Universalista acerca da temática do aborto em bebês anencéfalos… Sou a favor da vida, mas quando entra em questão a vida da mãe, entro em conflito… Você poderia me ajudar a clarificar essa questão que me afeta tanto o íntimo? Afinal, tendo a mãe risco de vida, ela não deve ser preservada?

Roger: Amigos, recebi dezenas de emails a respeito dessa questão que foi aprovada no Congresso faz poucas semanas. Vale ressaltar que foi aprovado o direito de realizar o aborto, e não a sua obrigatoriedade. O livre arbítrio de cada um, nosso direito mais precioso, está preservado. No entanto, vale algumas considerações para que seja tomada a decisão consciente.

Esse é um assunto muito delicado e que devemos opinar com prudência. Na compreensão que tenho das coisas que me foram passadas até hoje pelos mestres, entendo que o aborto só deve ser realizado quando existir risco de morte da mãe. Se for esse o caso, indiscutivelmente sou favorável a realização do aborto. Caso não seja esse o caso, sou contra até mesmo ao aborto em situações de estupro que não haja risco de morte da mãe. A experiência na vida humana é um campo de aprendizado de Deus, e não obra do acaso. Não vivemos situações as quais não necessitamos passar. Colhemos o que plantamos e vivemos segundo a lei de “ação e reação”. A gestação de um filho concebido em um ato de estupro ou com deficiências pode resultar na encarnação de um espírito iluminado que irá trazer grande aprendizado para os pais e para o meio onde viverá. Não devemos nos focar somente na “casca” e/ou na situação trágica da concepção.

Logo, nada ocorre por acaso. A gestação de anencéfalos trata-se de um aprendizado para os pais e um processo de retificação cármica para o espírito que está ligado a esse corpo em formação, com o objetivo de reconstruir o seu corpo perispiritual degradado devido a algum ato destrutivo de suicídio. Nessas situações, geralmente os pais e o nascituro estão ligados por laços cármicos, e é um gesto de generosidade dos genitores acolhe-lo até o momento de sua inevitável morte prematura, permitindo assim a reconfiguração de seu corpo perispiritual através do molde físico transitório. E, também, essa gestação serve de instrumento para amenizar as dores de sua alma sofrida, através do amor que receberá de pais conscientes que lhe devem dirigir pensamentos e sentimentos de amor. Se não implica em risco direto de morte para mãe, por que não realizar o gesto generoso de vibrar com energias de amor para esse irmão que necessita de carinho e encontra-se acolhido em seu útero?

É um tema realmente difícil e delicado. E nós, espíritos encarnados, por mais contato que tenhamos com a Espiritualidade Superior, não temos todas as respostas. No entanto, creio que o gesto mais sensato e de acordo com a vontade divina, é o de respeitar essa aparente “obra do acaso”, com uma predisposição e determinação divinas de fazer o bem ao nosso semelhante, no caso, o feto anencéfalo.

Ninguém vive experiências as quais não necessita para seu aprendizado. Acreditar no acaso, é não crer na Inteligência divina. Infelizmente, a humanidade ainda vive muito distanciada do saber espiritual para compreender o quão importante é esse gesto de amor de permitir que essa gravidez siga o seu curso normal. A realidade espiritual ainda é invisível aos olhos dos leigos. Na minha opiniãoa lei está certa em não ser proibitiva. O que falta em nossa humanidade é o desenvolvimento da consciência espiritual para saber decidir qual o caminho correto a seguir.

Além disso tudo, achar natural o aborto de anencéfalos pode ser o primeiro passo para justificar o aborto de qualquer outras situações de gestações fora dos padrões da normalidade. E em breve poderemos até mesmo estarmos abrindo as portas para interromper, de forma aparentemente justificável, gestações de crianças que não nasçam loiras e de olhos azuis por meio de técnicas de engenharia genética. A defesa do aborto, seja de que forma for, permite a humanidade inconsequente caminhar em direção a um pensamento nazista e típico dos magos negros atlantes, assim como narramos no livro “Atlântida – No reino das trevas”, onde se procurava dar oportunidades de reencarnação somente a filhos ditos perfeitos. Os demais deveriam ser eliminados.

 

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