Poder do otimismo para vencer AVC: só piscava os olhos

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Otimismo, garra, fé… de onde vem a força de uma pessoa sair de um AVC, acidente vascular cerebral, recomeçar tudo do zero e vencer novamente?

Há 10 anos Norberto Takahashi, 57, morador de São Paulo, passou pelo horror de ter um AVC , como ele diz. O horror de enxergar e entender tudo e não conseguir mexer um músculo sequer.

“Meu corpo parecia preso em um barril de concreto: não sentia nada, não mexia nada, não interagia… Meu cérebro continuava funcionando e meus olhos também: eu via tudo”, contou ele ao UOL.

Noberto se comunicava apenas piscando os olhos. E problemas não faltaram.

Houve revolta, primeiros socorros em um hospital sem equipamentos para identificar danos neurológicos, o desafio da transferência em um avião, internações em UTIs (Unidade de Terapia Intensiva), inúmeros tratamentos, disputas com plano de saúde, situações de muita dor, o desconforto da traqueostomia e da gastrostomia (depois retiradas), feridas na pele e um longo caminho de adaptação para uma vida limitada.

A virada

Hoje ele faz de tudo, trabalha, dirige, conversa, de maneira pausada, mas com bom humor.

Norberto recuperou os movimentos do lado direito do corpo, usa computador e smartphone com agilidade. Viaja de avião com a família. Trabalha em seu escritório e dirigindo o próprio carro adaptado.

A força do otimismo

De onde veio a força para a virada?

O engenheiro reconhece como essencial uma mudança em sua forma de pensar: foi quando parou de se lamentar, aceitou as sequelas e realmente empenhou-se na reabilitação.

“Aprendi, ao longo desses penosos anos, que a reabilitação não tem fim, é eterna. […] Eu não morri e a vida está aí para ser aproveitada, mesmo com limitações, sendo que a maioria pode ser contornada. Sobretudo, elas não me impedem de viver a vida”, escreveu Norberto.

Livro

“Sequelado sim, mas com a cabeça boa”, brinca no livro que escreveu contando sua história de superação.

Nele Norberto cita desde as férias em Bariloche (Argentina), quando teve o AVC até superar o problema.

O livro “Bariloche, 10 Anos de AVC” teve sua primeira tiragem esgotada (é possível reservar um exemplar no site do projeto).

Uma campanha de financiamento coletivo concluída em 19 de julho bateu R$ 56,6 mil para o lançamento da obra – a meta era de R$ 33 mil.

O valor arrecadado Norberto vai doar à AACD, onde ele realizou parte de seu tratamento.

“Não decidi escrever o livro, ele já estava escrito. Quando comecei a movimentar o braço, passei a digitar no notebook e treinava muito. Seis, oito horas, o dia inteiro. Logo fiquei sem assunto e comecei a escrever passagens sobre o AVC, sobre minhas internações. Fiz isso durante anos. Escrevia para mim, para não esquecer os acontecimentos, os nomes, os lugares”, conta.

Norberto, que tem mais de mil folhas preenchidas com estes relatos. Algumas pessoas o incentivaram a publicar os registros, e foi isso o que fez após selecionar e resumir as principais passagens.

 

Fontes: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/07/30/apos-avc-ele-so-piscava-os-olhos-hoje-dirige-e-revela-o-poder-do-otimismo-na-recuperacao.htm

http://www.sonoticiaboa.com.br/2017/08/01/poder-otimismo-para-vencer-avc-so-piscava-os-olhos/

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